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sábado, 14 de janeiro de 2012

ACREDITAR E AGIR

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas, imaginando uma forma de chegar até o outro lado, aonde era seu destino. Suspirou, profundamente, enquanto tentava fixar olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente, percebeu haver letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.

Num dos remos estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro, AGIR. Não contendo a curiosidade, perguntou ao barqueiro o motivo daqueles nomes nos remos.

O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito ACREDITAR, e remou com toda força. O barco começou a dar voltas, sem sair do lugar. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito AGIR, e remou com todo vigor. Novamente, o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante. Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-se ao mesmo tempo, e o barco, impulsionado por ambos so lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

O barqueiro disse ao viajante:
- Este barco pode ser chamado de AUTOCONFIANÇA. E a margem é a META que desejamos atingir. Para que o barco da AUTOCONFIANÇA navegue seguro e alcance a META pretendia, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: ACREDITAR e AGIR.

Não basta apenas ACREDITAR, senão o barco ficará rodando em círculos, é preciso também AGIR para movimentá-lo na direção que nos levará a nossa META. Impulsione os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais, e não se esqueça que por vezes, será preciso até remar a maré.

VENCEDOR E PERDEDOR

O vencedor é sempre parte da solução;
O perdedor é sempre parte do problema;

O vencedor  sempre tem um plano;
O perdedor sempre tem uma desculpa;

O vencedor vê uma resposta para todo problema;
O perdedor vê um problema em toda resposta;

O vencedor vê sempre uma luz no meio da escuridão;
O perdedor vê  sempre escuridão no meio de toda luz;

O vencedor diz: “ é difícil mas é possível”;
O perdedor diz: “ pode ser possível mas é muito difícil”.


POR TUDO ISSO, SEJA UM VENCEDOR!!!!!!!

O SONHO

Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

EVANGÉLICOS TAMBÉM GOSTAM DE SEXO!

Por Carol Patrocínio

Religião e sexo nunca foram assuntos que andaram lado a lado. Para muitas crenças, o sexo é apenas parte do processo reprodutivo e o prazer é condenado. Outros acreditam que o sexo deva ser feito apenas depois do casamento e apenas com a pessoa que Deus escolheu para você.
E onde tem sexo, tem gente investindo para deixar tudo mais... divertido! É o que vem acontecendo, nos últimos anos, com a indústria gospel. Isso mesmo, indústria gospel relacionada ao mundo do sexo! Esta semana todo mundo resolveu falar de uma empresa que está produzindo filmes eróticos evangélicos. Todas as obras têm enfoque claro e seguem regras de conduta: os protagonistas dos filmes são casais — marido e mulher mesmo - na vida real, todas as cenas seguem preceitos do sexo cristão — e tem a religião como princípio -, nunca é extraconjugal e práticas como ménage, sadomasoquismo e nudismo (!) são impensáveis.
A ideia desses filmes é ensinar aos casais cristãos como eles podem ter e proporcionar prazer de acordo com a Bíblia — incluindo posições sexuais e tratamentos respeitosos ao órgão do outro. Mas a indústria do sexo gospel não é baseada apenas em filmes em que, pelo que eu entendi, rola sexo de roupa. Também há outras... atividades nesse mercado. Quer conhecer?

SEX SHOP PARA CASAIS RELIGIOSOS
Apimentar a relação de acordo com preceitos da Bíblia é a missão de alguns sex shops online. O Book 22 foi o primeiro deles e a história é que o casal que o criou estava, segundo o site NPR.com, cansado de buscar soluções para sua vida sexual e só encontrar pornografia.
Existe também o My Beloved Garden, que oferece produtos para casados. E há também o Intimacy of Eden. Mas não se assuste se o que você encontrar nessas lojas for igual ao que vê em outras sex shop, o que muda é só o nome. Eles vendem o produto e cada um usa como quer, então...

POLE DANCE PARA JESUS
Uma americana resolveu criar o esporte e fez algumas mudanças nas aulas convencionais de pole dance, ou dança do poste. Primeiro, as músicas: nada de música de boate, apenas louvores cristãos ou músicas gospel populares. Depois, os movimentos, que não são tão sensuais quando nas aulas normais, afinal, é um momento de adoração.
Além disso, é um exercício físico que deixa as mulheres mais fortes para lidar com os problemas do dia a dia.
"Eu acho que não há nada de errado com o que eu faço. Eu ensino mulheres a se sentir bem consigo mesmas, ensino elas a sentirem-se poderosas. Qualquer um que quiser me julgar, Crystal Deens, criadora da modalidade, para a rede de TV americana Fox News.


SWING GOSPEL
Esse é o nome de um grupo musical que canta temáticas religiosas, mas não é sobre eles que estamos falando. O swing gospel do qual estamos falando é igualzinho àquele não religioso, em que as pessoas trocam de casal e fazem sexo por puro prazer, sem sentimentos ou ligações matrimoniais.
Não há uma casa especializada na prática também conhecida como "sono inocente", mas foram encontrados alguns anúncios em classificados sexuais de casais evangélicos procurando moças evangélicas para fazer parte do relacionamento.
E então, casais evangélicos também sofrem com a monotonia do sexo e curtem apimentar a relação de vez em quando?
Acessado em: 13 de janeiro de 2012

E você, o que pensa a este respeito?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O BOM CRIOULO - Adolfo Caminha


Laís Azevedo

Escrita por Adolfo Caminha, a obra “Bom-Crioulo” teve sua primeira edição lançada em 1895. O livro faz parte do movimento naturalista francês que influenciou os escritores brasileiros no início da década de 1880. Os naturalistas procuravam incorporar em suas obras as teorias cientificistas que eclodiram durante os oitocentos. Assim, o evolucionismo social de Spencer, o determinismo de Taine dentre outras teorias eram responsáveis por explicar o comportamento das personagens nesses chamados romances de tese.
“O Bom-Crioulo” foi a primeira obra brasileira a abordar o homossexualismo masculino. Vale lembrar que a premissa basilar do movimento Naturalista, tanto na França, quanto no Brasil, era a de educar a sociedade apontando o que os escritores da época consideravam doenças sociais. O termo “doenças” adequa-se bem à visão da época, haja vista que a sociedade, no século XIX, era vista pelos naturalistas como um corpo social, isto é, tal como corpo humano que também podia sofrer com enfermidades. Desse modo, uma parte doente poderia, por exemplo, levar as outras a adoecerem. Mas quem eram considerados doentes no século XIX?
Antes de mais nada, é preciso lembrar que desde o século XVIII, na Europa, uma ideia de higienização do corpo social começava a dar os seus primeiros passos. O Brasil no início do período oitocentista também foi alvo de mudanças radicais. Basta lembrar que a família real brasileira, ao chegar aqui em 1808, desencadeou uma série de mudanças na cidade do Rio de Janeiro que acabaram, dum certo modo, refletindo-se também nas outras partes do país. Sendo assim, um padrão para levar a sociedade a um status de “civilização desenvolvida” foi traçado. Além das mudanças estruturais, buscou-se também definir um padrão de família. A mulher que no período colonial desempenhava poucas funções, aliás basicamente uma: a de reprodução, no século XIX passou a influenciar a educação dos filhos. Ademais, com a reformulação da cidade, as mulheres passaram a se exibir mais, pois era muito comum outrora (durante o período colonial) o uso de mantilhas para cobrir o rosto (herança moura, talvez); afora isso, as mulheres saíam basicamente para irem à igreja. No século XIX essa situação mudou, graças a isso as mulheres ganharam um pouco mais de liberdade; sim, uma liberdade assaz limitada pelo modelo patriarcal, mas que, porém, abriu mais espaço para a mulher no modelo familiar burguês. Esse consistia, mormente, em enquadrar as famílias num modelo heterossexual, calcado num casamento, onde o pai era o cabeça e a mulher, além de zelar por alguma parte da educação dos filhos e do ambiente doméstico, deveria reproduzir a prole o máximo possível.
Baseando-se no que foi dito, aqueles considerados doentes e desviados nessa sociedade eram, pois, os homossexuais, os libertinos, as prostitutas, as solteironas etc; em suma, eram todos aqueles que não se adequavam ao modelo heterossexista. Sendo a atitude deles consideradas doenças, cabia aos naturalistas, em seu papel moralizador educador, descreve-los, ou seja, acusava-se para regenerar. Desse modo, vários romances abordando esses comportamentos eram trazidos à bailia. Sobre a histeria, por exemplo, que era responsável por acometer aquelas que não se casassem, isto é, que não faziam uso do útero e, portanto, não se reproduziam. Nesse viés, algumas obras foram escritas; “O Homem”, de Aluísio Azevedo e “A Carne” de Júlio Ribeiro são bons exemplos dessa busca por descrever o que acontecia com as solteironas.
Isso posto, podemos agora entender melhor “O Bom-Crioulo” e analisar algumas das características desse romance.
O enredo dessa obra de Caminha centra-se na figura de três personagens, Amaro, conhecido com Bom-Crioulo, ex-escravo que possui 30 anos de idade; Aleixo, um jovem loiro e belo, cuja idade não passa dos quinze anos, e  D. Carolina, uma quarentona que aluga quartos na Rua da Misericórdia. A história inicia-se com a personagem Amaro numa corveta (uma espécie de embarcação) que descrita de modo bastante lúgubre. Nesse cenário, o narrador apresenta-nos, além do Bom-Crioulo, Aleixo, rapaz esse que manterá até no meio da narração uma relação homoerótica com Amaro. O Bom-Crioulo nesse capítulo inicial está sendo castigado, juntamente com ele dois jovens, um deles que fora pego masturbando-se; atitude essa que, segundo o narrador, é um dos maiores crimes da natureza, uma vez que o sêmen é jogado ao chão e, por isso, não pode cumprir sua função primordial que é a de fecundar. Eis aí a ideia da qual falamos anteriormente, o prazer que não visava a reprodução deveria ser, pois, ignorado. Em um outro capítulo, ainda no início da obra, o narrador realiza uma digressão para explicar o passado de Amaro. Assim, descobrimos que a personagem é um escravo fugido que entrou na marinha para se ver livre do cativeiro. Além dessa informação, o narrador aduz também, desde já, as preferências sexuais de Bom-Crioulo, que tenta manter relações sexuais com duas prostitutas, ambas as tentativas frustradas. É mostrado, dessa maneira, a falta de desejo que Bom-Crioulo sente pelo sexo oposto, que Amaro considera inferior, pois, para ele, as mulheres ocupam-se somente de mentiras.
Na corveta Amaro apaixona-se por Aleixo, o ex-escravo garante ao efebo proteção e esse, por sua vez, garante-lhe o prazer sexual, que é consumado pela primeira vez na embarcação. Amaro, no auge de sua paixão pelo jovem, aluga um dos quartos de D. Carolina. Essa senhora, que no início apóia a relação dos dois, passa a gostar também do jovem, quando Amaro é designado para trabalhar noutra embarcação.
Abro um parênteses aqui para abordar o processo de zoomorfização que marca as cenas em que Amaro e Aleixo entregam-se aos prazeres da carne. O Bom-Crioulo é descrito como um touro; Aleixo, por seu turno, é visto pelo ex-escravo sempre como uma mulher, nas palavras do narrador, uma rapariga (referimo-nos não ao significado pejorativo que o termo ganhou depois). Fica claro, logicamente que de modo implícito, que Amaro desempenha o papel ativo na relação, e Aleixo o passivo.
Voltando ao enredo, Amaro é mudado de navio, suas visitas ao jovem tornam-se mais raras. Devido a isso, o jovem marinheiro fica, em grande parte, sozinho no quartinho alugado pelos dois, haja vista que os horários do casal não se coincidem. Ementes, Aleixo começa a travar uma relação com D. Carolina, que usa-o para sentir-se mais jovem. Nesse meio tempo, Bom-Crioulo desesperado para ver sua paixão arruma desculpa para sair do navio, durante o passeio bebe bastante, assim é preso, devido a desordem que apronta e, devido a isso, no navio onde labuta, recebe castigos corporais que o fazem ir para o hospital. Lá o ex-escravo fica trancafiado por mais de um mês, seus ímpetos libidinosos aumentam a cada dia nesse “cárcere”. Uma noite, então, Amaro escapa e toma conhecimento, logo pela manhã numa padaria, que o jovem Aleixo estava amigado com D. Carolina. Ao sair do estabelecimento, Bom-Crioulo depara-se com efebo e, valendo-se duma navalha, lho ceifa a vida.
Nesse romance curto, que pode ser visto, ao nosso ver, como uma novela, a mensagem é bem clara: o homossexualismo e o amasiamento com uma mulher que é sustentada por um açougueiro, somada às condições favoráveis à pratica homossexual desenvolvida no interior da embarcação, são determinantes para o futuro trágico de Aleixo. Desse modo, a ideia moralizante e pedagógica fica nítida para o leitor: “torne-se homossexual e sofra uma tragédia tal como a do jovem marinheiro”. A relação matrimonial que Amaro tenta estabelecer com Aleixo, como fica bem frisado no decorrer da obra, sempre será fatal. De mais a mais, o autor claramente chama a atenção para as condições desses navios, que se não forem bem vigiadas, constituar-se-á  um local propício as práticas, valendo-me aqui das palavras do narrador, pederastas.
Há mais outros pontos que podem ser destacados. Procurarei, nos próximos textos concernentes a essa obra de Adolfo Caminho destacar outros pontos interessantes.
Para findar, gostaria de dizer que “O Bom-Crioulo” possuí, sem dúvidas, o mérito por ter abordado a questão no final do século XIX. Entretanto, penso que “A Normalista”, obra de vertente naturalista do mesmo autor em questão, é um trabalho mais bem apurado, conta com uma trama melhor e com personagens mais densos.

 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A OUTRA PORTA DO PRAZER

A outra porta do prazer,
porta a que se bate suavemente,
seu convite é um prazer ferido a fogo
e, com isso, muito mais prazer.

Amor não é completo se não sabe
coisas que só o amor pode inventar,
Procura o estreito átrio do cubí­culo
aonde não chega a luz, e chega o ardor
de insofrida, mordente
fome de conhecimento pelo gozo.

De Carlos Drummond de Andrade




POEMA DO CU

Cu,
Porteira redonda
Cercada de fios de cabelo
Por onde passa o sinuelo
Das tropas que vem do bucho
Pra conservar as tuas pregas
Não precisa muito luxo
É só limpar com macegas
No velho estilo gaúcho

Te saúdo cu de índio xucro
Sovado de tanta bosta
Por que coragem tu mostra
Quando a merda vem a trote
E se ela é meio dura
Devagar tu não te apura
Pra evitar que te maltrate

Velho cu miserável
Sempre de boca pra baixo
Pois sendo cu de índio macho
Desses que caga em tarugo
E nunca deixa refugo
Se alguma merda carregas
É só limpar com macegas
Ou mesmo usando um sabugo

Mártir do corpo
Malquisto e desprestigiado
No mais das vezes cagado
E enferrujado na rosca
Teu destino é coisa tosca
Pois enquanto a vida passa
A boca bebe cachaça
E tu sempre a juntar mosca...


Ary Toledo

PEDIDOS DE UM ADOLESCENTE A SEUS PAIS

“Não tenham medo de ser firmes comigo. Prefiro assim, isso faz com que eu me sinta mais segura. Não me estraguem, sei que não devo ter tudo o que peço, só estou experimentando vocês. Não deixem que eu adquira maus hábitos, dependo de vocês para saber o que é bom ou mau. Não me corrijam com raiva, aprenderei muito mais se falarem com calma e em particular. Não me protejam das consequências dos meus erros, às vezes, eu preciso aprender pelo caminho mais áspero. Não façam promessas que não possam cumprir mais tarde; lembrem-se de que isto me deixará profundamente desapontada. Não me mostrem um Deus carrancudo e vingativo, isto me afastará dele. Não me desconversem quando eu faço perguntas, senão eu procurarei nas ruas as respostas que não tenho em casa. Não se mostrem para mim como pessoas perfeitas e infalíveis, senão ficarei extremamente chocada quando descobrir algum erro de vocês. Não digam que não conseguem me controlar, eu julgarei que sou mais forte do que vocês. Não me tratem como uma pessoa sem personalidade, lembrem-se de que tenho o meu próprio modo de ser. Não viva me apontando os defeitos das pessoas que me cercam, pois isto criará em mim, desde cedo, um espírito intolerante. Não queiram me ensinar tudo de uma vez, nem desistam nunca de me ensinar o bem, mesmo que eu pareça não estar aprendendo. No futuro, vocês verão em mim o fruto daquilo que plantaram, ou então, daquilo que não plantaram.”
(autor desconhecido)

O QUE OS PAIS PODERIAM FAZER PARA TRANSFORMAR O FILHO NUM VERDADEIRO HOMEM, LIVRE E RESPONSÁVEL.
1. Não dê à criança tudo quanto ela queira.
Desde pequena a criança deve aprender a ouvir um não. Aprendendo agora a dizer um não ao lícito, mais tarde ela saberá dizer também não ao ilícito.
2. Aponte os erros que seu filho comete.
Quando ele se embrenha nas sendas do mal, mostre o caminho do bem. Nos momentos de perplexidade, esclareça sua dúvida. Ensine e ajude seu filho a escolher entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Ajude-o a seguir o caminho do bem abraçando sempre a verdade.
3. Dê a seu filho também uma educação espiritual.
Seu filho não é apenas corpo e sensibilidade, mas possui também uma essência não física; uma essência que precisa conhecer e amar as forças superiores da natureza. Se ele perder a confiança no supremo, se perder o sentido da vida, se desconhecer o destino imortal do homem, se não esperar mais nada para depois da morte, só lhe resta um caminho a seguir: gozar a vida no momento presente e, para isto, irá servir-se de todos os meios, bons e maus, proibidos ou permitidos. Um homem que não nutre esta essência é uma caricatura humana. Um homem que não enxerga o eterno é um homem morto antes do tempo.
4. Não confunda as Coisas... Quando seu filho deixar espalhados pelo chão roupas, sapatos, livros, brinquedos, faça-o apanhá-los.
Mas faça como amor, bondade e carinho e não de maneira agressiva ou irritada. Com gritos nunca se educa uma criança. Educa-se com energia, amor, carinho, bondade e compreensão.
5. Não brigue nem discuta na presença do filho.
Quando os pais discordarem ou se desentenderem, procurem evitar a discussão diante dos filhos. Falem e discutam a sós. Brigas e discussões na presença dos filhos, além do mau exemplo que os pais dão, provocam na alma da criança conflitos de ordem emocional irreversível e muitas vezes de graves consequências harmonia e união entre os pais revertem em benefício para os próprios filhos.
6. Não dê a seu filho quanto dinheiro ele pedir.
Quem não se contenta com pouco, nem o muito o satisfará jamais. O dinheiro fácil na mão do seu filho abre caminho para muitos erros, pois a riqueza mal empregada abre as portas do mal. Seu filho deve aprender quanto custa ganhar dinheiro. Se desde pequeno ele não sabe quanto custa o dinheiro, ele só deseja uma coisa na vida: ganhar muito dinheiro com o mínimo de esforço e gozar o máximo a vida. Dinheiro fácil nas mãos do seu filho leva-o a confiar mais no poder da moeda do que em sua força de vontade, em sua dignidade moral e capacidade intelectual. Faça com que seu filho mereça o dinheiro que recebe.
7. Não satisfaça todos os desejos e caprichos do seu filho em matéria de comida, bebida e conforto.
Ele deve aprender a fazer sacrifício, a renunciar um gosto pessoal, a dizer um não a um capricho e deixar de ser voluntarioso. O comodismo enterra todas as aspirações humanas e é o maior obstáculo do progresso. Formar a vontade do filho não é fazer todas as suas vontades. Forme a vontade dele para que rejeite sempre o mal e queira sempre só o bem.
8. Quando seu filho entrar em conflito com professores, polícia, vizinhos e colegas, não tome seu partido sem antes examinar bem o fato e ver de que lado está a razão.
Um erro é tomar sempre o partido do filho apenas por ser filho, sem procurar saber a origem do conflito e ver com quem está a razão. É preciso ver, analisar, julgar e dar razão para quem a merece. Não é somente o filho do vizinho que pode errar; o seu também está sujeito ao erro. Ninguém é perfeito; seu filho também está dentro desta regra. Seja justo e dê razão a quem tem de fato.
9. Olhos Abertos significa atenção...
Quando ele entrar numa contenda mais séria, não o desculpe com estas palavras: "Ele sempre foi impossível; ele é assim mesmo." Isto fará com que seu filho permaneça no erro e abrirá caminho para faltas mais graves, pois ele sabe que pode contar sempre com a cumplicidade indulgente dos pais. A indulgência excessiva é sempre cúmplice do crime. Seja indulgente, mas sempre dentro da ordem, da energia bondosa e da disciplina.
10. Não faça comparações das virtudes e dotes do seu filho em relação aos outros.
Fazendo isto, você estará implantando nele o vírus da intolerância, a discriminação pessoal e social, e o menosprezo pelos demais. Um elogio deve ser feito de maneira discreta, a sós, e com muito cuidado. Os pais, costumam rotular os filhos de acordo com sua própria conveniência, e isto abre espaço para que vejam nos filhos, qualidades que muitas vezes não possuem, causando frustrações nos mesmos com o tempo.
11. Qualquer tipo de vício é prejudicial para os adultos e muito mais às crianças.
Se tiver algum vício, lute para livrar-se dele, e o faça diante do seu filho, sempre demonstrando a ele os malefícios do mesmo e sua luta pela liberdade. Sua criança não merece compartilhar de um capricho danoso como o seu. Se você tem amor de fato por ele, livre-se do vício, só, e apenas desse modo, poderá lhe cobrar mais tarde com eficiência, caso ele se caia numa dessas armadilhas. Para o filho, o exemplo de probidade dado pelo pai é mais importante do que todas as opiniões que ele vai encontrar pelo resto da sua vida.
12. Feito tudo isso, prepare-se para uma vida de harmonia, alegrias e felicidade. É o seu merecido destino.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A PALAVRA MÁGICA

Certa palavra dome na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procura-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

Carlos Drummond de Andrade