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domingo, 30 de setembro de 2012

DOENÇAS DO CORAÇÃO

O que é Infarto?
Sinônimos: Infarto agudo do miocárdio, Parada cardíaca, Ataque cardíaco
Um ataque cardíaco ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do coração é bloqueado por um tempo prolongado, de modo que parte do músculo cardíaco seja danificado ou morra. Os médicos chamam isso de infarto do miocárdio.

Causas
A maioria dos ataques cardíacos é causada por um coágulo sanguíneo que bloqueia uma das artérias coronárias. As artérias coronárias levam sangue e oxigênio para o coração. Se o fluxo sanguíneo estiver bloqueado, o coração ficará sem oxigênio e as células cardíacas morrerão.
 Um substância dura chamada placa pode se acumular nas paredes de suas artérias coronárias. Essa placa é constituída de colesterol e outras células. O ataque cardíaco pode ocorrer devido ao acúmulo de placa.
A placa pode desenvolver fendas ou lacerações. As plaquetas sanguíneas grudam nessas lacerações e formam um coágulo sanguíneo. Um ataque cardíaco poderá ocorrer se esse coágulo sanguíneo bloquear completamente o fluxo de sangue rico em oxigênio para o coração. Essa é a causa mais comum de ataques cardíacos.
A formação lenta da placa pode praticamente bloquear uma das artérias coronárias. Poderá ocorrer um ataque cardíaco se o sangue que fluir através do bloqueio não contiver oxigênio suficiente. É mais provável que isso ocorra quando seu corpo estiver sob estresse (por exemplo, devido a uma doença grave).

A causa de ataques cardíacos nem sempre é conhecida. Os ataques cardíacos podem ocorrer:
Quando você está descansando ou dormindo
Após um aumento súbito na atividade física
Quando você está praticando uma atividade externa em um clima frio
Após um estresse físico ou emocional súbito, incluindo doenças

Consulte: Doença das artérias coronárias para conhecer os fatores de risco
O choque cardiogênico é um estado no qual o coração sofreu tantos danos que não consegue fornecer sangue suficiente para os órgãos do corpo. Essa doença é uma emergência médica.

Exames
Um médico ou uma enfermeira realizará um exame físico e auscultará seu tórax com um estetoscópio.
O médico poderá auscultar sons anormais em seus pulmões (chamados de estalidos), um sopro cardíaco ou outros sons anormais.
Você poderá ter uma pulsação rápida.
Sua pressão arterial poderá estar normal, alta ou baixa.
Um exame de sangue com troponina pode mostrar se você tem lesões no tecido cardíaco. Esse exame pode confirmar se você está tendo um ataque cardíaco.
A angiografia coronária geralmente é realizada imediatamente ou quando o paciente está mais estável. Também podem ser realizados exames como o eletrocardiograma (ECG).
O exame usa um contraste especial e radiografias para verificar o fluxo de sangue pelo coração.
Isso pode ajudar o médico a decidir qual será o próximo tratamento necessário.
Outros exames para observar o seu coração que podem ser realizados enquanto você estiver no hospital:
Ecocardiografia
Teste de esforço físico
Teste de esforço nuclear
Exames para o coração

Sintomas de Infarto
O ataque cardíaco é uma emergência médica. Se você apresentar sintomas de ataque cardíaco, ligue para 192 ou um número de emergência local imediatamente.
Dor no peito é um dos principais sintomas do infarto
NÃO tente ir ao hospital dirigindo.
NÃO DEMORE. Há um risco maior de morte súbita nas primeiras horas após um ataque cardíaco.
A dor no peito é o sintoma mais comum de um ataque cardíaco. Você pode sentir dor em apenas uma parte do seu corpo ou ela pode se mover do tórax para os braços, ombros, pescoço, dentes, mandíbula, área do abdome ou costas.
A dor pode ser forte ou branda. Ela é descrita como:
Uma cinta apertada ao redor do peito
Má digestão
Algo pesado colocado sobre o peito
Aperto ou pressão pesada
A dor geralmente dura mais que 20 minutos. Repouso e um medicamento chamado nitroglicerina podem não aliviar completamente a dor de um ataque cardíaco. Os sintomas também podem passar e voltar.
Outros sintomas de um ataque cardíaco incluem:
Tosse
Desmaio
Tontura, vertigem
Náusea ou vômito
Palpitações (sensação de que o coração está batendo rápido demais ou irregularmente)
Falta de ar
Sudorese, que pode ser muito excessiva
Algumas pessoas (idosos, diabéticos e mulheres) podem sentir pouca ou nenhuma dor no peito. Podem ainda ter sintomas pouco comuns (falta de ar, cansaço, fraqueza). Uma "doença cardíaca silenciosa" é uma doença cardíaca sem sintomas.

Buscando ajuda médica
Ligue imediatamente para o número de emergência local (como 192) se tiver sintomas de um ataque cardíaco.

Tratamento de Infarto
É mais provável que você seja tratado primeiro no pronto-socorro.
Você será ligado a um monitor cardíaco, de forma que a equipe médica possa verificar como o seu coração está batendo.
A equipe de assistência médica lhe dará oxigênio para que seu coração não precise fazer tanto esforço.
Uma linha intravenosa (IV) será colocada em uma de suas veias. Medicamentos e líquidos passam por essa IV.
Você poderá receber nitroglicerina e morfina para ajudar a reduzir a dor no peito.
Os batimentos cardíacos anormais (arritmias) são a principal causa de morte nas primeiras horas após um ataque cardíaco. Essas arritmias podem ser tratadas com medicamentos ou cardioversão.


Tratamentos de emergência
A angioplastia é um procedimento para abrir vasos sanguíneos estreitados ou bloqueados que fornecem sangue ao coração. Geralmente, um pequeno tubo metálico chamado stent é colocado ao mesmo tempo.
A angioplastia costuma ser a primeira opção de tratamento. Ela deve ser realizada dentro de 90 minutos após a chegada ao hospital e nunca depois de 12 horas após um ataque cardíaco.
Um stent é um pequeno tubo metálico que se abre (expande) dentro de uma artéria coronária. Ele é frequentemente colocado após uma angioplastia. O stent ajuda a impedir que a artéria se feche novamente.
Você pode receber medicamentos para dissolver o coágulo. O ideal seria que esses medicamentos fossem administrados até 3 horas após você ter começado a sentir a dor no peito. Isso é chamado de terapia trombolítica.
Alguns pacientes também podem ser submetidos à cirurgia de bypass cardíaco para abrir os vasos sanguíneos bloqueados ou estreitados que fornecem sangue ao coração. Esse procedimento também é chamado de cirurgia de coração aberto.
Após um ataque cardíaco
Os seguintes medicamentos são ministrados para a maioria das pessoas após sofrerem um ataque cardíaco. Eles podem ajudar a evitar outro ataque cardíaco. Consulte seu médico ou enfermeira sobre esses medicamentos:
Drogas antiplaquetárias (anticoagulantes), como aspirina, clopidogrel (Plavix) ou varfarina (Coumadin), para ajudar a impedir a coagulação do sangue
Medicamentos betabloqueadores e inibidores de ECA para ajudar a proteger seu coração
Estatinas ou outros medicamentos para melhorar seus níveis de colesterol
Talvez você precise tomar alguns desses medicamentos pelo resto da vida. Sempre fale com seu médico antes de interromper ou alterar o uso de todos os medicamentos. Qualquer alteração pode colocar a vida em risco.
Após um ataque cardíaco, você poderá ficar triste. Poderá sentir ansiedade e preocupação por ter que ser cuidadoso com tudo o que faz. Esses sentimentos são normais. Para a maioria das pessoas, eles desaparecem após duas ou três semanas. Você também poderá se sentir cansado após deixar o hospital e ir para casa.
A maioria das pessoas que sofre um ataque cardíaco ingressa em um programa de reabilitação cardíaca. Enquanto estiver sob os cuidados de um médico e de enfermeiras, você vai:
Aumentar lentamente seu nível de exercícios
Aprender a seguir um estilo de vida saudável

Tenha um estilo de vida saudável
Para prevenir outro ataque cardíaco:
Mantenha sob controle sua pressão arterial, açúcar no sangue e colesterol.
Não fume.
Siga uma dieta rica em frutas, vegetais e cereais integrais e com pouca gordura animal.
Pratique exercícios, pelo menos 30 minutos diários e, no mínimo, 5 dias por semana (primeiro consulte seu médico).
Faça exames e tratamento para depressão.
Limite-se a uma dose por dia, se for mulher, e não mais do que duas doses por dia, se for homem.
Mantenha um peso saudável. Procure manter um índice de massa corporal (IMC) entre 18,5 e 24,9.

Expectativas
Após um ataque cardíaco, suas chances de sofrer outro é maior.
O seu estado após um ataque cardíaco depende da lesão no músculo cardíaco e nas válvulas cardíacas e do local da lesão.
Se o coração não bombear mais o sangue por seu corpo da mesma forma que costumava, você poderá ter insuficiência cardíaca. Ritmos cardíacos anormais podem ocorrer, podendo colocar a vida em risco.
Geralmente uma pessoa que teve um ataque cardíaco pode voltar lentamente às atividades normais, inclusive à atividade sexual.



Fontes e referências:
Anderson JL, Adams CD, Antman EM, Bridges CR, Califf RM, Casey DE Jr., et al. ACC/AHA 2007 guidelines for the management of patients with unstable angina/non-ST-elevation myocardial infarction: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines (Writing Committee to Revise the 2002 Guidelines for the Management of Patients With Unstable Angina/Non-ST-Elevation Myocardial Infarction) developed in collaboration with the American College of Emergency Physicians, the Society for Cardiovascular Angiography and Interventions, and the Society of Thoracic Surgeons endorsed by the American Association of Cardiovascular and Pulmonary Rehabilitation and the Society for Academic Emergency Medicine. J Am coll Cardiol. 2007;50:e1-e157.
Kushner FG, Hand M, Smith SC Jr, King SB 3rd, Anderson JL, Antman EM, et al. 2009 Focused Updates: ACC/AHA Guidelines for the Management of Patients WithST-Elevation Myocardial Infarction (updating the 2004 Guideline and 2007 Focused Update) and ACC/AHA/SCAI Guidelines on Percutaneous Coronary Intervention(updating the 2005 Guideline and 2007 Focused Update): a report of the American College of Cardiology Foundation/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines. Circulation. 2009 Dec 1;120(22):2271-306. Epub 2009 Nov 18.
Antman EM. ST-segment elevation myocardial infarction: pathology, pathophysiology, and clinical features. In: Bonow RO, Mann DL, Zipes DP, Libby P, eds. Braunwald's Heart Disease: A Textbook of Cardiovascular Medicine. 9th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsever; 2011:chap 54.
Cannon CP, Braunwald E. Unstable angina and non-ST elevation myocardial infarction. In: Bonow RO, Mann DL, Zipes DP, Libby P, eds. Braunwald's Heart Disease: A Textbook of Cardiovascular Medicine. 9th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsever; 2011:chap 56.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

SETE VACINAS QUE OS ADULTOS PRECISAM TOMAR

Na hora de cuidar da própria saúde, muitos adultos negligenciam as campanhas de vacinação. Em todas as fases de nossa vida, porém, estamos suscetíveis a infecções por vírus e bactérias que, se não tratadas, podem causar muitos problemas.
As doenças crônicas que se manifestam mais na vida adulta são fortes indicadores de que o individuo precisa se vacinar. "As pessoas que estão em grupos de risco, como as pessoas com mais de 60 anos ou aquelas que têm doenças crônicas, devem sempre estar informadas sobre a vacinação", diz o infectologista Paulo Olzon, da Unifesp.
Existem vacinas tanto para bactérias como para vírus. "No primeiro caso, a vacinação é feita para controlar surtos epidemiológicos e, para o caso dos vírus, a imunização normalmente dura a vida toda, sendo necessárias apenas algumas doses de reforço para garantir que a doença não vai mais voltar", diz Paulo Olzon. Confira sete tipos que merecem estar na sua carteira de vacinação.


VACINA DUPLA TIPO ADULTO - PARA DIFTERIA E TÉTANO

A difteria é causada por uma bactéria, que é contraída pelo contato com secreções de pessoas infectadas. Ela afeta o sistema respiratório, causa febres e dores de cabeça, em casos graves, pode evoluir para uma inflamação no coração.
A toxina da bactéria causadora do tétano compromete os músculos e leva a espasmos involuntários. A musculatura respiratória é uma das mais comprometidas pelo tétano. Se a doença não for tratada precocemente, pode haver uma parada respiratória devido ao comprometimento do diafragma, músculo responsável por boa parte da respiração, levando a morte. Ferir o pé com prego enferrujado que está no chão é uma das formas mais conhecidas do contágio do tétano.
A primeira parte da vacinação contra difteria e tétano é feita em três doses, com intervalo de dois meses. Geralmente, essas três doses são tomadas na infância. Então confira a sua carteira de vacinação para certificar-se se a vacinação está em ordem. Depois delas, o reforço deve ser feito a cada dez anos para que a imunização continue eficaz. É nesse momento que os adultos cometem um erro, deixando a vacina de lado.  

VACINA TRÍPLICE-VIRAL - PARA SARAMPO, CAXUMBA E RUBÉOLA

Causado por um vírus, o sarampo é caracterizado por manchas vermelhas no corpo. A transmissão ocorre por via respiratória. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a mortalidade entre crianças saudáveis é mínima, ficando abaixo de 0,2% dos casos. Nos adultos, essa doença é pouco observada, mas como a forma de contágio é simples, os adultos devem ser imunizados para proteger as crianças com quem convivem.
Conhecida por deixar o pescoço inchado, a caxumba também tem transmissão por via respiratória. Mesmo que seja mais comum em crianças, a caxumba apresenta casos mais graves em adultos, podendo causar meningite, encefalite, surdez, inflamação nos testículos ou dos ovários, e mais raramente no pâncreas.
Já a rubéola é caracterizada pelo aumento dos gânglios do pescoço e por manchas avermelhadas na pele, é mais perigosa para gestantes. O vírus pode levar à síndrome da rubéola congênita, que prejudica a formação do bebê nos três primeiros meses de gravidez. A síndrome causa surdez, má-formação cardíaca, catarata e atraso no desenvolvimento.
O adulto deve tomar a tríplice-viral se ainda não tiver recebido as duas doses recomendadas para a imunização completa quando era criança e se tiver nascido depois de 1960. O Ministério da Saúde considera que as pessoas que nasceram antes dessa data já tiveram essas doenças e estão imunizados, ou já foram vacinados anteriormente.
Mesmo que todos com essas características devam ser vacinados, as mulheres que pretendem ter filhos, que não foram imunizadas ou nunca tiveram rubéola devem tomar a vacina um mês antes de engravidar, já que a rubéola é bastante perigosa quando acomete gestantes, podendo causar deformidade no feto.  

VACINA CONTRA A HEPATITE B

A Hepatite B é transmitida pelo sangue, e em geral não apresenta sintomas. Alguns pacientes se curam naturalmente sem mesmo perceber que tem a doença. Em outros, a doença pode se tornar crônica, levando a lesões do fígado que podem evoluir para a cirrose. "A imunização contra essa doença é importante, pois ela pode causar problemas sérios, como câncer no fígado", diz Paulo Olzon.
De acordo com o especialista, há algumas décadas, o tipo B da hepatite era o mais encontrado, já que ela pode ser transmitida através da relação sexual e as pessoas não tomavam cuidado com a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Depois de uma campanha de vacinação e imunização, e da classificação da hepatite C pelos médicos, ela não pode ser vista como epidemia, mas ainda é preciso tomar cuidado com essa doença.
Até os 24 anos, todas as pessoas podem tomar a vacina contra hepatite B, gratuitamente, em qualquer posto de saúde. A aplicação da vacina também continua de graça, quando o adulto faz parte de um grupo de risco. "Pessoas que tenham contato com sangue, como profissionais de saúde, podólogos, manicures, tatuadores e bombeiros, ou que tenham relacionamentos íntimos com portador da doença são as mais expostas a essa doença", diz o especialista. Fora isso, qualquer adulto pode encontrar a vacina em clínicas particulares. 

PNEUMO 23 - PNEUMONIA

O pneumococo, bactéria que pode causar a pneumonia, entre outras doenças, pode atacar pessoas de todas as idades, principalmente indivíduos com mais de 60 anos. "Pessoas com essa idade não podem deixar de tomar a vacina pneumo 23", diz Paulo Olzon.
A pneumonia é o nome dado a inflamação nos pulmões causada por agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos e reações alérgicas). Entre os principais sintomas dessa inflamação dos pulmões, estão febre alta, suor intenso, calafrios, falta de ar, dor no peito e tosse com catarro. Adultos com doenças crônicas em órgãos como pulmão e coração -alvos mais fáceis para o pneumococo, devem tomar essa vacina sempre que há uma campanha de vacinação.
Mesmo que ela seja uma das vacinas mais importantes para ser tomadas é a única vacina do calendário que não é oferecida em postos de saúde. É preciso ir a um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, em locais como o Hospital das Clínicas e a Unifesp.

VACINA CONTRA A FEBRE AMARELA
A febre amarela é transmitida pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A doença tem como principais sintomas febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias. "Se a febre amarela não for tratada, pode levar a morte", explica o especialista.
Por ser uma doença grave, e com alto índice de mortalidade, todas as pessoas que moram em locais de risco devem tomar a vacina a cada dez anos, durante toda a vida. Quem for para uma dessas regiões precisa ser vacinado pelo menos dez dias antes da viagem. No Brasil, as áreas de risco são: zonas rurais no Norte e no Centro-Oeste do país e alguns municípios dos Estados do Maranhão, do Piauí, da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Mesmo que os efeitos colaterais mais sérios sejam muito raros, a vacina contra febre amarela deve ficar restrita aqueles indivíduos que moram ou irão viajar para algum lugar de risco. "Nesse sentido, a preocupação dos médicos está relacionada ao risco de reação alérgica grave ou anafilática, que pode levar a morte os pacientes propensos", explica o infectologista Paulo Olzon. 

VACINA CONTRA O INFLUENZA (GRIPE)

A vacina contra gripe deve estar na rotina de quem está com mais de 60 anos. "Muitas pessoas deixam de tomá-la com medo da reação que ela pode causar, mas isso é um mito, já que a suposta reação do corpo não tem nada a ver com a vacina, e sim com a própria gripe", diz o especialista. "Isso porque o vírus da gripe fica semanas em nosso corpo sem se manifestar e a proteção da vacina não é imediata como as pessoas imaginam."
A gripe é transmitida por via respiratória, leva a dores musculares e a febres altas. Seu ciclo costuma ser de uma semana. Pessoas com mais de 60 anos podem tomar a vacina nos postos de saúde, enquanto os mais jovens podem ser vacinados em clínicas particulares. "Os idosos que não querem esperar até a campanha anual de vacinação contra a gripe podem tomar a vacina em clínicas particulares em todas as épocas do ano", diz Paulo Olzon.  

HPV

A vacina existe tanto para homens quanto para mulheres e previne os quatros principais tipos do Papilomavírus Humano - o HPV. Segundo o Ministério da Saúde, 137 mil novos casos de HPV são registrados por ano no Brasil. O vírus, transmitido durante a relação sexual, é responsável por 90% dos casos de câncer de colo do útero, além de provocar tumores de vulva, pênis, boca, ânus e pele.
Apesar de existir a vacina bivalente, que protege dos tipos 16 e 18 de HPV e só é aplicada em mulheres, a quadrivalente é a mais indicada, pois protege desses dois tipos citados mais os tipos 6 e 11 e também serve para os homens. "A quadrivalente deve ser tomada em três doses, sendo a segunda dose após 30 dias da primeira e a terceira, seis meses depois da segunda", afirma o ginecologista Amadeu Carvalho Júnior, da Amhpla Cooperativa de Assistência Médica.
A Anvisa recomenda a vacinação em pessoas dos nove aos 26 anos - em especial para aquelas que ainda não iniciaram sua vida sexual, para garantir maior eficácia na proteção. Vale lembrar, no entanto, que a vacina não dispensa o uso de preservativos na relação. "O HPV possui mais de 100 tipos diferentes e a vacina protege apenas de alguns deles", explica o ginecologista Amadeu.



sábado, 25 de agosto de 2012

MORRE NEIL ARMSTRONG, PRIMEIRO HOMEM A PISAR NA LUA


O astronauta americano Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969, morreu aos 82 anos, informou neste sábado a rede de televisão americana NBC News.
Armstrong foi vítima de complicações após uma cirurgia cardíaca realizada no início de agosto para desobstruir as artérias coronárias.
Lembrado como "um herói americano", sua família destacou que Armstrong "serviu a Nação com orgulho, como piloto da Marinha, piloto de provas e astronauta".
Junto ao astronauta Buzz Aldrin a bordo da nave Apollo 11, Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua, sob o olhar de milhões de telespectadores.
Suas palavras "É um pequeno passo para o homem e um salto gigante para a humanidade" entraram para a história.
Como comandante da missão Apollo 11, Armstrong foi o encarregado de informar ao centro de controle de Houston (Texas) o pouso do módulo lunar (LEM) pilotado por Buzz Aldrin: "Houston, aqui a base da Tranquilidade. A águia pousou".
Herói global após seu feito histórico, Armstrong evitava os microfones e as câmeras, e viveu durante os últimos 33 anos longe do público, ao lado de sua segunda mulher em uma fazenda em Ohio.
"Pensava ser de 90% a possibilidade de voltarmos sãos e salvos à Terra após este voo (Apollo 11), e de apenas 50% a possibilidade de pousarmos na Lua nesta primeira tentativa", revelou Armstrong recentemente.
"Um mês antes do lançamento da Apollo 11, havíamos chegado à conclusão de que estávamos suficientemente prontos para tentar (...) descer na superfície" lunar.
Armstrong andou e saltou sobre a superfície da Lua, seguido por Aldrin cerca de 20 minutos depois. Ambos exploraram a zona do pouso por duas horas e meia, onde recolheram 21 quilos de rochas, tiraram fotos e fincaram uma bandeira dos Estados Unidos.
Segundo James Hansen, autor da biografia de Armstrong, Aldrin deveria ter sido o primeiro a pisar na Lua, mas a Nasa optou pelo comandante da Apollo 11 por julgá-lo mais capaz de assumir o peso da celebridade.

A viagem à Lua foi a última aventura espacial de Armstrong, e o comandante abandonou a agência espacial americana em 1971, para ensinar Engenharia Aeroespacial na Universidade de Cincinnati, Ohio, até 1979.
Em seguida, Armstrong ocupou o cargo de conselheiro da administração de várias empresas, incluindo Lear Jet e United Airlines.


Recentemente, Armstrong rompeu seu habitual silêncio para criticar o presidente Barack Obama ao afirmar que foi mal assessorado ao decidir eliminar o programa que previa a volta à Lua.
Obama anunciou em fevereiro o fim do programa Constellation, lançado em 2004 pelo então presidente, George W. Bush, com o objetivo de voltar à Lua antes de partir para a conquista de Marte.
 "Muitos especialistas da comunidade espacial" não sabiam que o Constellation seria abandonado. "Foi, provavelmente, algo tramado por um pequeno grupo em segredo que persuadiu o presidente a rejeitar uma oportunidade única de deixar sua marca em um programa inovador", declarou Armstrong.
Nascido em 5 de agosto de 1930 em Wapakoneta (Ohio), desde jovem Armstrong demonstrou sua paixão por aeronaves, o que o levou a trabalhar no aeroporto próximo a sua casa.
Aos 16 anos obteve o brevê de piloto e como oficial da Marinha realizou 78 missões de combate durante a Guerra da Coreia (1950-1953).
Armstrong estudou engenharia aeronáutica na Universidade de Purdue (Indiana) e obteve o mestrado na mesma disciplina na Universidade da Califórnia do Sul.
Em 1955, como piloto de provas, testou 50 tipos de aviões, antes de ser convocado pela Nasa para ser astronauta.
Em setembro de 1966, participou com David Scott da missão Gemini 8. A cápsula se acoplou a outro veículo no espaço, na primeira união orbital de dois módulos espaciais.
Logo chegaria a missão Apollo 11 e a entrada de Neil Armstrong para a história.

 

 





 Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/morre-neil-armstrong-primeiro-homem-pisar-lua-201629370.html

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

MUDANÇA NO PERFIL DO ENEM PARA 2012


REDAÇÃO


MUDANÇAS NO PERFIL DO ENEM


Exame traz mais transparência e a possibilidade de mais correções da redação deste ano, mas ainda luta para solucionar problemas causados pelas suas proporções gigantescas
Carmen Guerreiro

Sentar-se frente a um exame que influencia e pode decidir o seu ingresso no ensino superior é tarefa carregada de angústias. A pressão para fazer boa prova preocupa os candidatos. Ainda mais quando não se trata de testes de múltipla escolha, aqueles com uma única resposta considerada certa. Nas redações, não há gabarito. E, ao contrário de uma máquina, quem lê o trabalho é uma pessoa sujeita ao cansaço, à desatenção, aos próprios valores e opiniões, a uma experiência de vida e profissional específica, que, no limite, a faz corrigir uma prova diferentemente de outro colega.
A redação é sempre uma visão daquele que escreve, por mais que a gente ensine que o texto dissertativo deve ter objetividade. Se para o aluno há essa subjetividade, para o corretor também há - observa Roseli Braff, supervisora de língua portuguesa do Sistema COC de Ensino.

 

MUDANÇA
Buscando diminuir o impacto dessa subjetividade nos resultados da redação, o Enem 2012 traz mudanças que prometem aprimorar a correção dos textos.
A partir deste ano, só poderá haver 200 pontos de diferença entre a nota do primeiro e do segundo corretor (a redação vale 1.000 pontos).
No ano passado, a discrepância entre as duas correções podia chegar a 300 pontos; e em 2010, a 500.
Ultrapassando a diferença de 200 pontos na redação toda ou de 80 pontos em cada uma das cinco competências, que valem 200 cada, a redação será encaminhada a um terceiro corretor.
Esse processo já acontecia até 2011, com a diferença de que, no total da redação, a tolerância máxima era de 300 pontos, não de 200, e neste ano o terceiro corretor não estará a par das primeiras notas.
Mas a mudança prevê ainda que, se ainda houver discordância entre a terceira correção e as demais, a prova será encaminhada a uma nova banca de três corretores presidida por um professor doutor.

APLAUSO
Para Maria Aparecida Custódio, professora e responsável pelo Laboratório de Redação do curso e colégio Objetivo, toda tentativa de minimizar as injustiças na correção é válida. Ela conta que já viu alunos excelentes receberem 500 ou 600 pontos na redação em exames do passado, e quase todos que pediram a revisão tiveram sua nota aumentada.
Isso revela que havia uma deficiência na correção - afirma.
O Ministério da Educação criou mais filtros para melhorar a correção das redações.
Por outro lado, em 2012 os candidatos não poderão mais pedir essa revisão de prova.
A decisão veio a partir de mais uma alteração, a de que todos os candidatos poderão ter acesso à correção das suas provas.
Essa transparência é, para Maria Aparecida, a melhor das mudanças do Enem deste ano.
Esperamos que, com isso, aumente a responsabilidade por parte dos corretores e a correção melhore - diz.
Essa particularidade, segundo Mateus Prado, pesquisador especialista em Enem, fazia até o ano passado com que a redação funcionasse, para os candidatos, como um sorteio. Eles poderiam fazer boa redação e ter boa correção, mas se tivessem uma nota mais baixa por conta de uma correção injusta, isso simplesmente eliminava a chance de ingresso em muitos cursos de ponta, como Medicina.
A mudança da correção melhorou bastante, mas poderia melhorar mais. Tem gente que faz uma boa redação, mas o critério de correção é sempre muito subjetivo - opina Prado.

ANÃO GIGANTE
Pensar na melhoria da correção das redações do Enem é impossível sem levar em conta as proporções gigantescas que o exame tomou.
As inscrições cresceram de 157 mil no primeiro ano da prova, em 1998, para mais de 6,2 milhões em 2011. Isso porque o exame passou a ser utilizado no processo seletivo de cada vez mais instituições de ensino superior e tornou-se um dos requisitos para quem deseja concorrer a uma bolsa no ProUni (Programa Universidade para Todos).
Ainda que não sejam 6 milhões de redações a corrigir (há inscritos que não comparecem, entre os presentes nem todos escrevem o texto e há as redações anuladas ou inválidas para correção), o volume de trabalho para os corretores é monstruoso.
São milhões de provas para serem corrigidas em cerca de um mês, e isso dificulta muito a qualidade da correção. Esse número de redações por si só já impede que aconteça uma correção primorosa - pondera Maria Aparecida, do Objetivo.

MAIS CORRETORES
Segundo ela, diversos fatores contribuem para comprometer a qualidade da correção em exames do gênero: muitas provas em pouco tempo, o fato de a redação ser escaneada e às vezes dificultar ou impossibilitar a leitura na tela, e a falta de tempo e condições adequadas para o treinamento dos corretores.
Há todo tipo de corretor, desde o que já corrigiu a Fuvest e dá menos pontos, até os que trabalham em escolas públicas, que são menos rigorosos e valorizam variantes da língua. Em um exame dessa dimensão, é impossível chegar a uma objetividade - comenta Prado.
O MEC tenta agora uma solução (ou ao menos um paliativo) para a enorme quantidade de redações e a possibilidade de até quatro avaliações (a professora Maria Aparecida, do Objetivo, garante ter conhecido um corretor que, anos atrás, chegara a corrigir 400 provas num só dia).
O ministério anunciou para este ano a contratação de 40% mais professores corretores. A solução para a quantidade de redações por corretor é bloquear, no sistema do Enem (já que textos são corrigidos on-line), o acesso do professor num dado dia, se ele tiver corrigido mais redações do que a média dos corretores.
Mesmo com os válidos esforços feitos pelo MEC, para a consultora em avaliação educacional Gisele Andrade, ex-coordenadora geral do processo de correção de redações do Enem, as mudanças no exame seguem um caminho arriscado.
Para ela, aumentar o número de possíveis correções para quatro só faz crescer o problema do Enem, que ela chama de "gigantismo".

MULTIPLICAR CORREÇÕES?
Ou seja: se há cada vez mais redações a serem corrigidas, para ela a solução não seria multiplicar o número de correções feitas, pois as proporções do processo aumentam e a precisão da avaliação diminui.
Quando se têm milhões de redações para corrigir em poucas semanas, o processo começa a ficar humanamente inviável. É um tempo curto, em um período de fim de ano que já é estressante para o professor e é preciso um corpo de profissionais muito bom para trabalhar nesse processo, recebendo um pagamento justo para tanto trabalho. A condição é arriscada, porque é o limite da força de trabalho. Então, uma terceira leitura, que deveria ser eventual, pode tornar-se corriqueira, porque há muita incompatibilidade - avalia ele.

QUARTA LEITURA?
A quarta leitura, para Gisele, não atenua o problema, pois a correção continua sendo subjetiva.
A professora alerta que muitos professores desistem no meio do processo por conta do ritmo exaustivo de trabalho, e é preocupante que cada vez menos bons professores aceitam ser corretores do Enem.
Gisele, que foi coordenadora geral do Enem em 1998, primeiro ano do exame, e coordenou a avaliação das redações deste período até 2007, conta ter sido mentora do processo de digitalização das redações para a correção, o que foi um progresso. Mas defende que mais avanços deveriam ser assumidos pelo Enem.
Desde 1998 temos as mesmas matrizes de correção, já passou da hora de repensar isso - afirma.

NOTA DE CORTE?
Para a professora, a dissertação precisa ser variada, e a redação deve explorar outros tipos e gêneros textuais.
Além disso, ela propõe uma medida polêmica: tendo em conta que o Enem tomou proporções gigantescas, ele deveria ser tratado como um concurso público ou vestibular, e apresentar nota de corte. Sendo assim, só os candidatos com as melhores notas na prova objetiva (múltipla escolha) teriam suas redações corrigidas.
Gisele admite que quem critica uma nota de corte no Enem defende que o exame é também usado para certificar a qualidade do ensino médio.
Mas é uma minoria de candidatos em relação ao todo - replica.

MAIS EDIÇÕES
Mateus Prado não é a favor da nota de corte, mas defende que o Enem tenha dez edições, semelhante ao processo dos SATs, exames do ensino médio dos Estados Unidos. Isso dividiria o volume de candidatos ao longo do ano, diminuindo o número de correções e o volume exagerado de trabalho acumulado.
O mesmo é defendido por Maria Aparecida, do Objetivo.
Enquanto não houver uma distribuição das provas em vários exames ao longo do ano, dificilmente teremos a correção ideal - acredita a professora.
Independentemente de todas as mudanças nos bastidores da correção do Enem, o que muda para os candidatos? Segurança. Para a maioria dos especialistas entrevistados, saber que terá acesso à correção e que sua redação passará por mais corretores deve tranquilizar os estudantes na hora da prova.
Pode parecer pouco, mas estar seguro e tranquilo de frente para a página em branco é importante o suficiente para levar, inclusive, o candidato a fazer uma prova e redação melhores.

REDAÇÃO



O QUE FAZER:

Adequação ao tema:
É essencial escrever o tipo de texto pedido (em geral dissertativo) e adequar a argumentação ao tema proposto. Sem isso, a redação nem é lida.

Repertório linguístico: Palavras bem usadas valorizam a ideia proposta na redação. Quem tem vocabulário rico tem mais chances de expressar-se melhor.

Estrutura e ligação: Boa organização das ideias, coesão e coerência no texto são fundamentais.

Respeito à língua: A atenção à gramática da norma culta é importante, mas os argumentos pesam mais. Se o conteúdo for muito bom, vai prevalecer sobre a forma, mas tem um peso, sim.

Repertório cultural: É importante que o candidato saia da previsibilidade, e para isso precisa de um repertório cultural que reflita sua experiência como leitor.

A redação é o momento de o estudante apresentar sua bagagem interdisciplinar, além de se demonstrar bem informado.
O candidato pode pensar no tema proposto sob diversos prismas: "Esse assunto já foi abordado no cinema? A História pode me ajudar? O que sei sobre esse assunto?".
Para aumentar seu repertório, o aluno deve ler artigos de opinião e editoriais de meios de comunicação. Quem não está antenado à realidade não tem como discorrer sobre um tema se não tiver informações sobre ele.
Intertextualidade e boa argumentação: A intertextualidade, aliada a bons argumentos, enriquece a redação.

Leitura da proposta: Há candidatos com dificuldade para ler a proposta. Leem apressadamente as instruções ou deixam para ler no final, em cima da hora. Isso pode levar o aluno a incorrer em erros básicos que podem tornar a uma nota ruim ou mesmo à anulação da redação.

Citar fontes: O estudante deve citar algo apenas quando tiver certeza da fonte, e também não usar ideias dos outros como próprias. Se usar citações corretamente, ganha pontos, pois demonstra conhecimento de mundo.


O QUE NÃO FAZER

Fugir do tema: Se há proibição no Enem é fugir à proposta, até porque cobra-se a interpretação da proposta nas instruções na redação.

Tentar escrever difícil: Escrever bem não é escrever bonito. Às vezes o vocabulário rebuscado e o excesso de palavras difíceis podem prejudicar o texto, porque demonstram impropriedade vocabular.

Senso comum: Se o candidato reproduz o senso comum, com frases feitas, de efeito ou expressões surradas, comunica à banca que também é comum: "Se cada um fizer sua parte, o mundo será melhor"; "É preciso que as pessoas se conscientizem". Depõe contra a redação e irrita o corretor.

Desvios da norma culta: Ainda que não sejam o único critério de avaliação, depõem contra a redação se forem muito grosseiros. Usar linguagem chula é descabido.

Posições individuais: Fazer referências demasiadas à própria experiência e opinião não é visto com bons olhos, afinal trata-se de uma dissertação, e não uma narrativa. Usar como argumentos experiências pessoais, tentar participar do texto e se dirigir ao leitor mostra despreparo do candidato. Os "achismos" são proibidos. Não se deve lançar mão de certas expressões como "eu acho" ou dar exemplo em que o próprio, sua casa ou sua comunidade, estão envolvidos. Os argumentos e exemplos devem fazer referência a todos, para denotar que o estudante está preocupado com questões gerais, globais e que afetam o coletivo, e não só com o que o atinge diretamente.

Opiniões polêmicas: Não se deve opinar contra os direitos humanos. Defender a pena de morte ou ser racista, por exemplo, é considerado erro grave. Candidatos se questionam se é preciso estar de acordo com o governo. Não é a questão. Corretores querem antes que candidato seja coerente com realidade solidária, com princípios humanos de convivência. Se é  preciso evitar a proposição de medidas e comportamentos radicais, é vital que se posicionem com fundamentos.

Usar citações e referências de forma errada: Muitos candidatos acreditam que o simples fato de fazer uma referência ou citação a um pensador contará pontos a seu favor, quando é o contrário (caso a citação seja feita só para impressionar, sem conexão direta com o argumento).


COMO SE PREPARAR PARA A PROVA
- Refazer as redações dos anos anteriores e, se possível, submetê-las à avaliação de um professor

- Ler os clássicos da literatura, consumir cultura (filmes, teatro, artes plásticas, música), para construir repertório cultural 

- Manter-se atualizado em relação ao que acontece no Brasil e no mundo

- Ler e estudar as melhores redações do Enem publicadas pelo MEC

- Treinar a comparação de pontos de vista sobre o mesmo assunto e desenvolver opinião e argumentos em relação a temas atuais

- Estudar mecanismos de coesão, estrutura textual e de desenvolvimento da argumentação

- Habituar-se a revisar o texto depois de escrevê-lo 


ENEM: O ANTES E O DEPOIS
2011
- Candidatos podiam pedir revisão da prova
- Acima de 300 pontos de diferença entre o primeiro e o segundo corretor, o texto ia para terceira correção
- Terceiro corretor tinha conhecimento das notas dos primeiros professores
- A correção terminava no terceiro corretor

2012
- Não é mais possível pedir a revisão da correção
- A diferença máxima de pontos entre os primeiros corretores caiu para 200 pontos
- Terceiro corretor não sabe das primeiras notas
- Há a possibilidade de recorrer a uma quarta correção, feita por uma banca com três professores