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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O GÊNERO TEXTUAL E-MAIL

TEXTO I 
  
E-mail é um sistema de transmissão rápida via Internet em que os usuários se comunicam em questão de segundos. O correio eletrônico, ou seja, a página da Internet é o suporte e o gênero é o e-mail. Isto é, o correio eletrônico é o canal de transmissão do e-mail que é a mensagem. O e-mail ou mensagem, geralmente é produzido e transmitido pela mesma pessoa e o receptor é sempre o destinatário.
O e-mail surgiu em 1971 e seu criador foi Ray Tomlinson que enviou sua primeira mensagem. Ele criou o SNDMSG para transmissão do e-mail e o READMAIL para a leitura ou recepção do mesmo.
Aqui no Brasil a Internet chegou em 1988 numa ação conjunta entre o Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPQ e outros. E hoje é raro o estudante do ensino superior, médio e até fundamental que não tenha acesso a Internet. Até alguns professores preferem receber o material via e-mail.
Esse método rápido, prático e quase universal em que quase todos têm acesso, ou pelo menos a maioria da população tem, tem suas vantagens e desvantagens. Como por exemplo, há uma velocidade na transmissão, mas depende de seu provedor; você pode produzir e ler e-mails na hora, mas isso gera um feedback; por enquanto é de baixo custo, mas o acesso discado (muitos ainda usam esse método) é mais caro; a mensagem pode ser arquivada, mas isso ocupa muito espaço e prejudica o desempenho do micro; entre outras coisas.
O contexto do e-mail baseia-se numa comunicação de textos, onde não precise estar frente a frente durante o diálogo e acontece de forma rápida. Utilizando-se da interação por e-mail fica um pouco difícil se comunicar, sem contextualidade do assunto. Para que haja uma boa interação na comunicação via e-mail, é preciso seguir algumas regras, as netiquetas. Elas nos orientam quanto a manter certa atenção nas cordialidades como não escrever a mensagem inteiramente em caixa alta, caracteriza estar gritando. Evitar erros gramaticais, além de brigas por e-mail. Responda sempre as mensagens individualmente a um destinatário, para evitar transtornos futuros.
Os internaltas assíduos apresentam sua caixas postais invadidas por flams, spams, scams e hoaces e poderão causar aversão ao leitor pois os spams são mensagens não solicitadas como: propagandas, convites, mensagens políticas ou religiosas, retirando a concentração e o entendimento do usuário de Internet assim como pode trazer custos financeiros. Os roacks têm a finalidade enganadora, antes da chegada da Internet eram denominados de malas diretas.
A característica essencial do gênero e-mail é repassar um conteúdo proporcional e vincular a interação a comunicação. O e-mail faz o mesmo, utilizando-se do correio eletrônico para distribuir a mediação do conhecimento de origem, de forma objetiva e que pode se estabelecer de forma dialógica.
As netiquetas funcionam como um conjunto de regras de etiqueta na Internet. Regras que refletem as normas de bom senso à convivência de milhões de usuários na rede. No sentido de manter uma relação de inicio e final bem equilibrada pela educação.
Dados recentes de uma pesquisa revelam que poucos utilizam dessa vertente na comunicação, comprometendo pois a interação entre os envolvidos. O contato e as sensações são transmitidas pelos smillys e palavras.
É importante também conhecermos algumas particularidade que circulam a comunicação virtual para apontar o emissor e o receptor do diálogo, normalmente são de origem inglesa.
É conhecido o quanto a comunicação via Internet revolucionou o circulo de relações humanas e interligou todos numa grande rede de entretenimentos, cultura, lazer, noticias e educação.

Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva
Ana Raquel de Freitas

http://www.artigosbrasil.net/art/varios/1873/email-definicao.html%22 



TEXTO II

O EMAIL COMO GÊNERO TEXTUAL EM SALA DE AULA

Segundo Marcushi (2004), os gêneros textuais são os textos materializados encontrados em nosso cotidiano. Esses apresentam características sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função, composição, conteúdo e canal. Para a Linguística Textual, os gêneros textuais englobam estes e todos os textos produzidos por usuários de uma língua. Assim, ao lado da crônica , do conto, vamos também identificar a carta pessoal, a conversa telefônica, o email, e tantos outros exemplares de gêneros que circulam en nossa sociedade.
O email, inclusive, tornou-se um gênero textual altamente utilizado a partir do século 20, precisamente em 1971, com o advento da era digital e o acesso ilimitado de muitas pessoas à rede mundial da Internet. Em princípio, é um sistema de transmissão rápida via Internet em que os usuários se comunicam em questão de segundos. O correio eletrônico, ou seja, a página da Internet é o suporte e o gênero textual é o email.
Apesar de apresentar desvantagens, como necessidade de provedor de acesso e certa invasão de privacidade - pois esse gênero circula muito livremente pelo ambiente virtual, podendo ser enviado para endereço errado, ser copiado e até mesmo alterado o email oferece vantagens que superam os previsíveis prejuízos. Podemos citar como exemplos dessas vantagens a velocidade de transmissão de informações e a possibilidade de envio da mensagem (ao mesmo tempo) para diversos destinatários.
Pensando em uma sala de aula, na visão de um projeto coerente e coeso de ensino de língua materna através de gêneros textuais, o email é uma excelente opção para o professor utilizar em sua práxis. Excelente porque esse gênero está a todo o momento à disposição da necessidade sócio-comunicativa do aluno e pode ter também uma aparência muito semelhante ao do bilhete ou carta pessoal, gêneros estes, inclusive, já bastante surrados pela escola.
Diante disso, é interessante que o professor compreenda o email como gênero textual, o qual tem uma estrutura-padrão da carta: vocativo, texto, despedida e assinatura (podendo variar a depender do grau de formalidade e/ou de quem seja o destinatário). A linguagem varia, igualmente, conforme a situação estabelecida entre os interlocutores. Seus parágrafos costumam ser curtos para uma maior clareza na leitura do texto.
Portanto, ainda dentro desse projeto de ensino de língua materna, há que se pensar como esse gênero se presta ao ensino de língua, em que contribui e de que necessita para sua efetivação de uso em sala de aula.
Tendo em vista o trabalho pedagógico das aulas de linguagem com Análise Lingüística (AL) dos mais variados gêneros textuais, o email propicia um leque de pontos a serem analisados e discutidos pelos alunos e pelo professor. A avaliação dessas produções abandona os critérios quase que exclusivamente literários ou puramente gramaticais e desloca seu foco para outro ponto: o bom texto não é aquele que apresenta (ou só apresenta) características literárias, mas aquele que é adequado à situação comunicacional para a qual foi produzido. Ou seja, se a escolha do gênero, se a estrutura, o conteúdo, o estilo e o nível de língua estão adequados ao interlocutor e podem cumprir a finalidade do texto.
Quanto à aplicabilidade, seria viável, apenas como sugestão de trabalho, que o professor, ao tomar o email como gênero textual nas aulas de língua, solicitasse aos alunos para que escrevessem, por exemplo, um email para uma autoridade da sua cidade, convidando-o para um dado evento da escola. Depois, que outro email fosse elaborado para um amigo íntimo, informando-o que tal dia não haverá aula e por qual motivo.
Ao avaliar a produção de texto desse gênero email, o professor atentará para que sejam observadas pelos alunos as diferenças básicas de cada email-texto produzido, comparando a linguagem usada e as diferenças quanto ao conteúdo e à finalidade. Só muito depois, muito depois de que fossem discutidas, compreendidas e apreendidas as questões concernentes à funcionalidade desse gênero, o professor faria revisão(ões) e reescrita(s), quantas vezes precisas, para adequar a estrutura sintático-semântica das frases, os fatores de coerência e os mecanismos de coesão do texto, o vocabulário a dotado etc.
O trabalho de AL, assim, ganharia mais espaço de maneira lógica e didática. As aulas de língua não seriam mais preenchidas com listas de verbos, nem muito menos produções textuais desconexas à realidade de mundo do aluno. Seria, portanto, ensinar o que dizer e como dizê-lo a alguém. 

Referências
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio; XAVIER, Antônio Carlos. (Orgs.). Hipertexto e gêneros digitais: novas formas de sentido. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004, p. 13-67.
PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e. E-mail: um novo gênero textual. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio; XAVIER, Antônio Carlos. (Orgs.). Hipertexto e gêneros digitais: novas formas de sentido. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004, p. 68-90.

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