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terça-feira, 23 de outubro de 2012

DICAS DE REDAÇÃO


DICAS E REGRAS

Por: Sérgio Murilo

 

1º Passo - Procure o melhor entendimento do tema. Leia com calma a proposta da redação. Lembre-se: há temas tendenciosos...


2º Passo - Se o tema for objetivo é sempre bom fazer busca de ideias antes de começar a redação. Se o tema for subjetivo, o melhor procedimento é a enumeração ou observar os motes...


3º Passo - Tema objetivo ou subjetivo, não tenha dúvidas: primeiro faça um esboço de seu texto, um roteiro de viagem...


4º Passo - Na prova de redação de vestibular, mais se observa no texto a concatenação de ideias. E a melhor forma de alcançar-se qualidade está na seleção dos aspectos a serem enfocados no texto...

5º Passo - Por isso, é de bom tamanho saber previamente o que será discutido, analisado nos parágrafos da dissertação...


6º Passo - Trata-se de estruturar a redação pelos parágrafos, sem perder de vista a coerência interna e a coerência externa, qualidades que não podem ser desprezadas pelo escritor...

7º Passo - Alcançar-se a coerência com facilidade, para isso, basta não perder de vista o período tópico dos parágrafos.


8º Passo - Lembre-se: o período tópico forte estabelece a proposição capaz de exigir maiores cuidados do escritor e de prender a intenção do leitor.


9º Passo - Contrapor ideias no texto torna -o mais dinâmico, e ao mesmo tempo demonstra que o escritor vai discutir, e não impor ideias.


10º Passo - Todo esse primor pode ser prejudicado sem uma boa revisão gramatical. Afinal de contas, a correção tem seu destaque na redação.

 

PARA UMA BOA REDAÇÃO

Por Prof. Geimes Raulino

Oferecemos algumas dicas para que o vestibulando faça um bom texto na prova de redação.

Pode-se dizer ser os “os dez mandamentos da redação”.

1) Pense no que você quer dizer e diga da forma mais simples. Procure ser direto na construção das sentenças. Escreva com simplicidade.

2) Corte palavras sempre que possível. Use a voz ativa, evite a passiva. Evite termos estrangeiros e jargões.

3) Seja cauteloso ao utilizar as conjunções “como”, “entretanto”, “no entanto” e “porém”. Quase sempre são dispensáveis. Evite o uso excessivo de advérbios. Tome cuidado com a gramática.

4) Tente fazer com que os diálogos escritos (em caso de narração) pareçam uma conversa. Uso do gerúndio empobrece o texto. Exemplo: Entendendo dessa maneira, o problema vai-se pondo numa perspectiva melhor, ficando mais claro…

5) Evite o uso excessivo do “que”. Essa armadilha produz períodos longos. Prefira frases curtas. Exemplo: O fato de que o homem que seja inteligente tenha que entender os erros dos outros e perdoá-los não parece que seja certo. Adjetivos que não informam são dispensáveis. Por exemplo: luxuosa mansão. Toda mansão é luxuosa. Tenha coerência textual.

6) Evite clichês (lugares comuns) e frases feitas. Exemplos: “subir os degraus da glória”, “fazer das tripas coração”, “encerrar com chave de ouro”, “silêncio mortal”, “calorosos aplausos”, “mais alta estima”.

7) Verbo “fazer”, no sentido de tempo, não é usado no plural. É errado escrever: “Fazem alguns anos que não leio um livro”. O certo é “Faz alguns anos que não leio um livro”. Cuidado com redundâncias. É errado escrever, por exemplo: “Há cinco anos atrás”. Corte o “há” ou dispense o “atrás”. O certo é “Há cinco anos…”.

9) Só com a leitura intensiva se aprende a usar vírgulas corretamente. Leia os bons autores e faça como eles: trate a vírgula com bons modos. As regras sobre o assunto são insuficientes. Leia muito, leia sempre, leia o que lhe pareça agradável.

10) Nas citações, use aspas, coloque a vírgula e um verbo seguido do nome de quem disse ou escreveu aquilo. Exemplo: “O que é escrito sem esforço é geralmente lido sem prazer.”, disse Samuel Johnson.

 

 

 

EXTENSÃO

Escreva sempre frases curtas, que não ultrapassem duas ou três linhas, mas também não caia no oposto, escrevendo frases curtas demais. Seu texto pode ficar cansativo.

Uma frase de boa extensão evita que você se perca. Seja objetivo. Quanto mais você se alonga, mais a frase ramifica-se em muitas outras sem chegar a lugar algum. Exemplo:

A crise de abastecimento de álcool não é apenas resultado da incompetência e irresponsabilidade das agências governamentais que deveriam tratar do assunto, pois ela também foi causada por um outro vício de origem que foi no primeiro caso os organismos do governo encarregados de gerir os destinos do Proálcool que foram pouco a pouco sendo apropriados pelos setores que eles deveriam controlar, se transformando em instrumentos de poder desses mesmos setores que através deles passaram a se apropriar de rendas que não lhes pertenciam.

Quando chegamos ao final da frase, não lembramos o que estava no seu início. O que fazer? Antes de tudo, ver quantas ideias existem e separá-las.

Uma possível redação para esse texto seria:

A crise de abastecimento de álcool não resulta apenas da incompetência e da irresponsabilidade do governo. Ela é também causada por certos vícios que rondam o poder. Os órgãos responsáveis pelo destino do Proálcool se eximem de controlá-lo com rigor. Disso resulta uma situação estranha: os órgãos do governo passam a ser dominados justamente pelos setores que deveriam controlar. Transformam-se assim em instrumentos de poder de usineiros que se apropriam do Erário.

 

Fragmentação

A fragmentação é um erro muito comum em textos produzidos por alunos. Nunca interrompa seu pensamento antes de pronomes relativos, gerúndios e conjunções subordinativas.

 

ERRADO:

O carro ficara estacionado no shopping. Onde tínhamos ido fazer compras.

O Detran tem aumentado sua receita. Multando carros sem nenhum critério.

Ele tem lutado para manter o status. Uma vez que perdeu quase toda a fortuna.

 

CERTO:

O carro ficara estacionado no shopping onde tínhamos ido fazer compras.

O Detran tem aumentado sua receita, multando carros sem nenhum critério.

Ele tem lutado para manter o status, uma vez que perdeu quase toda a fortuna.

 

A conjunção POIS

Não use POIS assim que começar um texto. Pois é uma conjunção explicativa ou conclusiva, e ninguém deve explicar ou concluir nada logo no primeiro parágrafo. As explicações só aparecem quando seu processo argumentativo está em andamento. Lembre-se de que, no primeiro parágrafo, deve-se apenas situar o problema.

 

Onde

Atenção para o emprego de onde. Só deve ser usado quando se referir a lugar.

O país onde nasci fica muito distante.

Nos demais casos, use em que:

São muito convincentes os argumentos em que você se baseia.

Não use onde para se referir a datas.

Ocorreu nos anos 70, onde houve uma verdadeira revolução de costumes. (Errado)

Melhor dizer:

Ocorreu nos anos 70, quando houve uma verdadeira revolução de costumes. (Certo)

 

O VOCABULÁRIO

Escreva com simplicidade. Não empregue palavras complicadas ou supostamente bonitas. Escrever bem não é escrever difícil. O vocabulário deve adequar-se ao tipo de texto que pretendemos redigir. No nosso caso, só trabalhamos com a linguagem padrão, aquela que a norma culta exige quando vamos tratar de algum problema de grande interesse para leitores de bom nível cultural. Dela deverão estar afastados erros gramaticais, ortográficos, termos chulos, gíria, que não condizem com a boa linguagem. Observe as inadequações neste exemplo:

Os grevistas refutam o aumento proposto pelo governo. Enquanto o líder da situação fazia na Câmara os prolegômenos dos novos índices, os trabalhadores faziam do lado de fora o maior auê, achando que o governo não estava com nada.

É preciso ter muito cuidado com as palavras. Nem sempre elas se substituem com precisão. Empregar refutar por rejeitar, prolegômenos por exposição não torna o texto melhor. Não só palavras “bonitas” prejudicam um texto, mas também a gíria (auê) e expressões coloquiais (não estava com nada).

O texto poderia ser escrito da seguinte forma:

Os grevistas rejeitaram o aumento proposto pelo governo. Enquanto o líder da situação fazia na Câmara a exposição dos novos índices, os trabalhadores faziam do lado de fora uma grande manifestação...

 

Adjetivos certos na medida certa

O emprego indiscriminado de adjetivos pode prejudicar as melhores idéias. Para que dizer um vendaval catastrófico destruiu Itu quando vendaval já traz implícita a idéia de catástrofe?

Outro mau uso do adjetivo ocorre quando empregado intempestivamente, como se o autor quisesse embelezar o texto.

Diante do mundo incomensurável, incógnito e desmedido que nos cerca, o homem se sente minúsculo, limitado, inepto, incapaz de compreender o menor movimento das coisas singulares, magnéticas e imprevisíveis com que se depara em seu cotidiano impregnado e assoberbado de interrogações.

 

Entendeu? Nem nós.

O adjetivo pode ser empregado, sim, mas quando traz uma informação necessária ao fato, à notícia.

O estresse, a fadiga crônica acompanhada de mãos geladas, insônia e irritabilidade atribuída em geral à correria da vida urbana, talvez só perca para o colesterol alto quando se trata de arranjar um culpado pelo surgimento de doenças.

Os adjetivos aí empregados não são supérfluos. Se forem retirados, vão fazer falta à informação, pois:

a) a fadiga, além de crônica, pode ser passageira;

b) geladas é imprescindível a mãos, por ser um sintoma de fadiga crônica;

c) vida precisa do qualificativo urbana para evitar a generalização.

Evite usar adjetivos que já se desgastaram com o uso como: calor escaldante, saudosa memória, longa jornada, doce lembrança, emérito goleador, grata surpresa, frio siberiano, inquietante silêncio, lauto banquete, último adeus, providências cabíveis, vibrante torcida.

 

Lugares-comuns e modismos

Evite palavras, frases, expressões ou construções vulgares. A renovação da linguagem deve ser uma preocupação constante de quem escreve. Não há boa idéia que sobreviva num texto cheio de lugares-comuns. Abandone: agradar a gregos e troianos; arrebentar a boca do balão; botar pra quebrar; chover no molhado; deitar e rolar; dar o branco, correr solto; dizer cobras e lagartos; estar em petição de miséria; estar com bola toda; estar na crista da onda; ficar literalmente arrasado; ir de vento em popa; passar em brancas nuvens; ser a tábua de salvação; segurar com unhas e dentes; ter um lugar ao sol.

 

A palavra mais simples

Entre duas palavras, escolha a mais simples. Por que dizer auscultar em vez de sondar? Obstância em vez de empecilho?

Siga sempre o conselho do grande escritor francês Paul Valéry: “Entre duas palavras, escolha sempre a mais simples; entre duas palavras simples, escolha a mais curta.” Evite também duas ou mais palavras quando uma é capaz de substituí-las. Use: o governador em vez de chefe do executivo; o presidente em vez de o chefe da nação.

 

Pleonasmos

Alguns pleonasmos passam despercebidos quando escrevemos. Veja os mais comuns e troque-os pela forma exata: a cada dia que passa (a cada dia); acabamentos finais (acabamentos); continua ainda (continua); elo de ligação (elo); encarar de frente (encarar); há doze anos atrás (há doze anos); justamente com (com); monopólio exclusivo (monopólio); repetir de novo (repetir).

PARTICULARIDADES LÉXICAS E GRAMATICAIS

Desde

Nunca escreva “desde de”.

Não o vejo desde 1980. (E não “desde de 1980”)

 

Junto a

“Junto a” significa “adido a”. “Ele é nosso representante junto à FIFA”.

Já esta frase não está correta: “Você tem de se explicar junto ao banco”.

O certo é abandonar a palavra “junto” e usar a preposição exigida pelo verbo: Você tem que se explicar ao banco.

. À medida que/na medida em que

Não confunda “à medida que” com “na medida em que”. A primeira locução dá ideia de proporção e a segunda de causa.

Você vai melhorar à medida que (à proporção que) for tomando esse remédio.

Vamos seguir o regulamento na medida em que (uma vez que) ele foi aprovado.

 

Face a/ frente a

Nunca use. Substitua por “diante de”, “em face de”, “ante”, “em vista de”, “perante”, “em frente de”. Inauguraram uma padaria em frente de nossa casa.

Acerca de/ a cerca de/ há cerca de

Acerca de é “sobre”: Não disse nada acerca do plano econômico que elaborou.

A cerca de é “aproximadamente”. Minha casa fica a cerca de cem metros da praia.

Há cerca de “faz aproximadamente”. Há cerca de dez anos que eles estudam esse assunto.

 

Há/a

Não troque “a” por “há” e vice-versa. Use “a” para exprimir ideia de FUTURO.

Daqui a cinco anos estarei formado. Minha escola fica a duzentos metros da casa.

Use “há” para tempo passado. Para saber se seu emprego está correto, substitua o verbo haver por fazer: Há (faz) oito anos que não o vejo.

Veja a diferença entre a tempo e há tempo.

Chegou a tempo de fazer as malas.

Ele está na Austrália há (faz) tempo.

O estudo tem como base Roteiro de Redação, de Antônio Viana.

 

REDAÇÃO: O EXAMINADOR

Um erro comum cometido por muitos vestibulandos é esquecer que existe alguém que lerá sua redação. Muitas vezes ao escrever a redação o vestibulando tem em mente o que quer escrever, mas nem sempre passa suas ideias para o papel de modo que o examinador possa compreender.

Além de você, a única pessoa que lerá sua redação é examinador, é para ele que sua redação é escrita. Nesta aula vamos estudar alguns pontos importantes para escrever uma redação objetiva que seja compreendida pelo examinador.

 

Evite o uso de 1ª pessoa (eu, nós, nós, nosso...)

É recomendável que não se use a primeira pessoa, tanto no singular como no plural, no desenvolvimento de uma redação para o vestibular (“eu acho que, eu penso que”, “em minha opinião”, “nós acreditamos que”...). A linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original, nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal.

 

Dê razão para apoiar afirmações e convicções

"Todo o mundo deveria ser tecnologicamente alfabetizado". Por quê? Quando você expressa um ponto de vista, é esperado que você possa explicá-lo e defendê-lo. Tome cuidado com suas afirmações as quais é cabível a pergunta: “Por que?”.

Suponha que lendo um texto sobre o exame vestibular você encontre essa frase: “Sem duvida o processo seletivo feito por universidades americanas não seria justo se aplicado no Brasil”. Esta é uma afirmação que necessita de uma resposta.

Quando se escreve que o processo seletivo feito por universidades americanas não seria justo se aplicado no Brasil, tem que se levar em conta que o leitor pode não saber como funciona o processo seletivo nos Estados Unidos, bem como não ser tão esclarecido sobre o processo seletivo brasileiro, ficando sem saber o porquê de sua inadequação ao sistema brasileiro.

 

O texto seria mais bem escrito dessa maneira:

“O processo seletivo feito por universidades americanas não seria justo se aplicado no Brasil, pois nos EUA esse processo é feito tendo como base as notas que os alunos obtiveram no decorrer do ensino médio, uma vez que todas as escolas possuem um padrão de ensino nivelado. Já no Brasil, o método de ensino de cada escola é variado, e um aluno regular de um colégio exigente, não pode ter suas notas comparadas com as de um aluno vindo de uma escola fraca”.

Mas lembre-se que muitas frases não precisam de explicação, pois você poderia tornar seu texto confuso e alongado desnecessariamente.

 

Exemplo:
“O voto é uma importante ferramenta para o povo mudar seu país. Devemos sempre escolher candidatos honestos, e que se preocupem com a população, candidatos que não roubem e tenham interesse no bem comum”.

Este é texto que poderia ser resumido facilmente na primeira frase: “O voto é uma importante ferramenta para o povo mudar seu país”. É inútil ressaltar que devemos escolher políticos honestos, mesmo por que, a honestidade não é uma virtude, mas sim uma obrigação de cada um, bem como a preocupação com o bem comum. Excluindo-se a primeira frase, todo o resto do texto é desnecessário.

 

Assuma que você tem um ponto de vista e o examinador pode não concordar com você.

Não tente desesperadamente convencer o examinador que o seu ponto de vista é o correto. Provavelmente o examinador já tem sua própria opinião formada a respeito do tema e não vai começar a acreditar em gnomos só por que você quis convencê-lo que eles existem.

Seu objetivo não é convencer ninguém de coisa alguma, mas sim, apenas fazer uma boa redação sobre o tema escolhido, nada mais. Escrever uma redação, é uma tarefa simples, mas geralmente nós a complicamos, pois acreditamos que o objetivo daquela redação é convencer todas pessoas do mundo a concordarem com nossa posição.

Lembre-se o que já foi dito em outras aulas. O examinador não estará corrigindo seu ponto de vista, ele também não tem interesse que você mude de opinião. Ele estará examinado sua capacidade em escrever bons textos, compreensíveis e objetivos.

É evidente que por mais impessoal que sua redação possa parecer, ela foi escrita por você, e o ponto de vista refletido nela não é o do examinador, da sua professora de redação ou dos seus pais, mas o seu. Portanto, não tente ser impessoal demais, achando que assim irá escrever um bom texto. Você é diferente dos milhares de estudantes que estão fazendo a mesma redação, portanto não tenha medo de passar sua opinião.

 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

CARTA DO LEITOR

Por: Vânia Maria do Nascimento Duarte

Deparamo-nos com uma modalidade relacionada aos diversos gêneros textuais que permeiam a nossa convivência em meio à sociedade. E por assim dizer, você já teve a oportunidade de enviar, ou mesmo já se dedicou a ler alguma?
Caso sua resposta seja negativa, não se assuste! O dinamismo pelo qual perpassa as relações sociais é tamanho e, em função disso, nem sempre temos o privilégio de priorizarmos esta ou aquela tomada de atitude.
Tendo em vista que o conhecimento deverá ser concebido sempre como algo não mensurável, ampliaremos os nossos conhecimentos acerca das características concernentes a mais uma situação comunicativa da qual compartilhamos cotidianamente.
 Geralmente veiculada pelos meios de comunicação representados pelos jornais e revistas, a carta de leitor pauta-se pela exposição de determinados comentários por parte do emissor. Ele, ao travar conhecimento sobre uma matéria jornalística divulgada por um jornal ou revista, tem a liberdade de expor sua crítica, apresentar seu elogio, expressar alguma dúvida e até mesmo sugerir algo acerca do assunto ora relatado.
Quanto aos aspectos referentes à linguagem, há uma flexibilidade no que tange ao público-alvo, ou seja, em se tratando de um público mais jovem, poderá prevalecer uma certa informalidade, e no caso de uma revista destinada à informação, como por exemplo, Veja, Isto é, Superinteressante, dentre muitas outras, a linguagem tende a ser mais formal.
Não deixando de mencionar sobre os elementos que a constituem, estes se assemelham aos da carta pessoal, tais como: data, vocativo (a quem a carta se dirige), corpo (a mensagem propriamente dita), despedida e assinatura do remetente.
Em virtude de haver variação quanto à complexidade das cartas enviadas (tamanho), a equipe de redação do jornal tem plenos poderes para condensá-las, com vistas a torná-las aptas à publicação, mesmo porque o espaço a elas destinado não é muito amplo. Quando publicadas, as cartas costumam ser agrupadas por assunto, isto é, relacionadas às devidas matérias jornalísticas a que se referem.

FONTE: http://www.portugues.com.br/redacao/carta-leitor-.html Acesso em 05 de outubro de 2012.

ORIGEM DE ARANHA - MITOLOGIA GREGA

Esta lenda foi referida pela primeira vez pelo poeta romano Ovídeo nas suas «Metamorfoses». De acordo com o poeta, Arachne morava em Lydia (localidade que teve reputação legendária por produzir alguns dos tecidos mais esplêndidos no mundo antigo) aí cresceu e amadureceu, tornando-se conhecida em toda a Grécia. Arechne era na realidade tão perita na arte de tecer que acabou por se tornar arrogante, reivindicando que a sua habilidade rivalizava com a da deusa Atena. Esta, na qualidade de deusa protetora dos tecedores, depressa tomou conhecimento da existência de Arachne e de imediato viajou até Lydia a fim de se confrontar com essa mulher orgulhosa. Ao chegar, a deusa assumiu o disfarce de um camponês idoso, e suavemente advertiu Arachne para que não comparasse os seus talentos aos de um ser imortal. Mas Arachne rejeitou a repreensão, e assim Atena foi compelida a aceitar o desafio da mulher mortal.
Cada uma delas começou a elaborar uma tapeçaria. Atenas teceu a sua tapeçaria com imagens que prediziam o destino dos humanos que se comparavam às divindades, enquanto a tecelagem de Arachne mostrava imagens dos amores dos deuses. Tão grande era a habilidade de Arachne que o trabalho dela igualou o da deusa. Então Atena, subjugada por uma raiva imensa, golpeou a mulher repetidamente. Apavorada, Arachne tentou fugir, mas Atena transformou-a numa aranha que depressa desapareceu sem deixar rasto.


ARACNE

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Aracne, na mitologia grega, era uma jovem lídia de extraordinária habilidade na arte de bordar. Seus trabalhos eram tão perfeitos e admirados que chamavam a atenção de todos. As ninfas deixavam os córregos e os vinhedos; os camponeses, a labuta. Devido a tanta admiração de todos, Aracne começou a comparar-se à deusa Atena na qualidade de seus trabalhos. Quando a notícia chegou ao Olimpo, Atena ficou furiosa com a petulância da mortal. Sentiu-se desafiada e resolveu então promover uma competição com Aracne para ver quem merecia de fato ser considerada a melhor na arte de bordar. Atena disse que se ela vencesse, ela mataria Aracne. O povo escolheu o trabalho de Atena e Aracne fugiu e se enforcou. Atena a achou e disse que ela e os descendentes dela, a partir de então, iram tecer teias ao invés de tecidos e a transformou em uma aranha.
Outra versão conta que a Atena rasgou um bordado de Aracne, que por desespero se enforcou. Atena se apiedou da moça e a transformou em aranha dizendo: Continuará a tecer os mais belos bordados.
Uma outra versão, O povo ficou em dúvida e Atena, por raiva a transformou em aranha.
E mais outra versão diz que Aracne foi criada como filha pela deusa, que a ensinou a tecer. Um dia, acreditando ser melhor que a deusa, a desafiou; Aracne venceu. A deusa, furiosa, a transformou em uma aranha.

CARTA DO LEITOR

O gênero em questão parece-nos tão familiar que basta apenas folhearmos as páginas de alguns jornais ou revistas para constatarmos sua evidência. Como bem retrata sua denominação, a carta do leitor constitui-se em um espaço destinado somente a ele para que possa deixar suas impressões acerca de uma matéria com a qual estabeleceu contato.
Mas, afinal, será que o objetivo retratado por tais impressões é o de somente elogiar? Não somente este, mas também o leitor poderá fazer uma crítica, até mesmo sugerindo melhoria, expressar sua dúvida acerca de algum assunto que não foi expresso assim de forma tão clara, entre outras propostas. No instante em que se propõe a relatar algo, o leitor pode referir-se às ideias expressas pelo discurso, à maneira pela qual ele foi abordado ou até mesmo à qualidade que a ele se atribui. Outra possibilidade de igual pertinência revela-se no fato de o leitor fazer alusão a uma determinada carta já retratada por outro leitor, concordando ou não com o ponto de vista expresso por esta.
No que se refere à linguagem podemos dizer que ela costuma variar, isto é, no caso de tratar-se de um público jovem, obviamente que o discurso irá atender às exigências deste, pautando-se por uma mensagem um pouco mais informal. Já no caso de tratar-se de um público mais exigente, não tenha dúvida de que o padrão formal se revelará com mais expressividade.
Outros dois aspectos são dignos de nota. Um é quanto à forma pela qual as cartas são registradas no próprio veículo de comunicação; ou seja, quando muito extensas, as pessoas responsáveis pela edição encarregam-se de reduzi-las, embora mantendo o assunto principal. O outro diz respeito à estrutura da qual ela se compõe, assemelhando-se às demais cartas, constando-se dos seguintes elementos:
* Data;
* Vocativo;
* Corpo do texto;
* Despedida;
* Assinatura.

Por Vânia Maria do Nascimento Duarte
Fonte: http://www.alunosonline.com.br/portugues/carta-leitor.html Acesso em 04 de agosto de 2012.

domingo, 30 de setembro de 2012

MORFOLOGIA - CLASSES GRAMATICAIS


Texto para a questão 1.
                                  GOLS DE COCURUTO

O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. É quando os times ficam perfilados, cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema - e parados. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. Mas aí começa o jogo e tudo desanda. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável, esse inimigo mortal de qualquer estrategista. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. O Tim, por exemplo. Tático exemplar, planejava todo o jogo numa mesa de botão. Da entrada em campo até a troca de camisetas, incluindo o minuto de silêncio. Foi um técnico de sucesso mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura de sua reputação no vestiário. Falava um jogo e o time jogava outro. O problema do Tim, diziam todos, era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores.
                                  (L. F. Veríssimo, "O Estado de São Paulo", 23/08/93)

1. Em "... cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema - e parados", o autor usa o plural em "lhes" e "parados" porque:
a) ambas as palavras referem-se a "lugar", que está aí por "lugares" (um para cada um).
b) associou "lhes" a "mãos" e "parados" a "times".
c) antecipou a concordância com "os jogadores se movimentam".
d) estabeleceu relação de concordância entre "lhes" e "mãos" e entre "parados" e "jogadores".
e) fez "lhes" concordar com o plural implícito em cada jogador (considerados todos um a um) e "parados", com "os times".

2. Indique a alternativa em que há erro gramatical:

a) Não vá sem eu.
b) Ele é contra eu estar aqui.
c) Ele é contra mim, estar aqui é crime.
d) Com eu estar doente, não houve palestra.
e) Não haveria entre mim e ti entendimento possível.



3. Nas frases a seguir, cada espaço pontilhado corresponde a uma conjunção retirada.

1. "Porém já cinco sóis eram passados...... dali nos partíramos..."
2. ......estivesse doente faltei à escola.
3. ......haja maus nem por isso devemos descrer dos bons.
4. Pedro será aprovado...... estude.
5. ...... chova sairei de casa.


As conjunções retiradas são, respectivamente:
a) quando, ainda que, sempre que, desde que, como.
b) que, como, embora, desde que, ainda que.
c) como, que, porque, ainda que, desde que.
d) que, ainda que, embora, como, logo que.
e) que, quando, embora, desde que, já que.


4. "É da história do mundo que (1) as elites nunca introduziram mudanças que (2) favorecessem a sociedade como um todo. Estaríamos nos enganando se achássemos que (3) estas lideranças empresariais teriam motivação para fazer a distribuição de rendas que (4) uma nação equilibrada precisa ter."

O vocábulo que está numerado em suas quatro ocorrências, nas quais se classifica como conjunção integrante e como pronome relativo. Assinalar a alternativa que registra a classificação correta em cada caso, pela ordem:
a) 1. pronome relativo, 2. conjunção integrante, 3. pronome relativo, 4. conjunção integrante;
b) 1. conjunção integrante, 2. pronome relativo, 3. pronome relativo, 4. conjunção integrante;
c) 1. pronome relativo, 2. pronome relativo, 3. conjunção integrante, 4. conjunção integrante;
d) 1. conjunção integrante, 2. pronome relativo, 3. conjunção integrante, 4. pronome relativo;
e) 1. pronome relativo, 2. conjunção integrante, 3. conjunção integrante, 4. pronome relativo.

Versos para a próxima questão:
"...um mal que mata e não se vê".
"que mal me tirará o que eu não tenho".
"0 homem, mal vem ao mundo, já começa a padecer."

5. No poema o vocábulo "que" vem empregado em diversas categorias gramaticais. Assinalar a alternativa em que ele é conjunção nas três menções:

a) o que eu não tenho;que não pode tirar-me;que mata e não se vê.
b) que dias há;que na alma me tem posto;que mal me tirará;
c) um não sei quê;que nasce não sei onde;que não temo.
d) que não pode tirar-me;que mal me tirará;que não temo.
e) o que não tenho;que na alma tem posto;que perigosas seguranças.

"A questão central da pedagogia é o problema das formas, dos processos dos métodos; certamente, não considerados em si mesmos, pois as formas só fazem sentido na medida em que viabilizam o domínio de determinados conteúdos.
O método é essencial ao processo pedagógico. Pedagogia, como é sabido, significa literalmente a condução da criança, e a sua origem está no escravo que levava a criança até o local dos jogos, ou o local em que ela recebia instrução do preceptor. Depois, esse escravo passou a ser o próprio educador. Os romanos, percebendo o nível de cultura dos escravos gregos, confiavam a eles a educação dos filhos. Essa é a etimologia da palavra. Do ponto de vista semântico, o sentido se alterou. No entanto, a paideia não significava apenas infância, paideia significava cultura, os ideais da cultura grega. Assim, a palavra pedagogia, partindo de sua própria etimologia, significa não apenas a condução da criança, mas a introdução da criança na cultura.
A pedagogia é o processo através do qual o homem se torna plenamente humano. No meu discurso distingui entre a pedagogia geral, que envolve essa noção de cultura como tudo o que o homem constrói, e a pedagogia escolar, ligada à questão do saber sistematizado, do saber elaborado, do saber metódico. A escola tem o papel de possibilitar o acesso das novas gerações ao mundo do saber sistematizado, do saber metódico, científico. Ela necessita organizar processos, descobrir formas adequadas a essa finalidade. Esta é a questão central da pedagogia escolar. Os conteúdos não apresentam a questão central da pedagogia, porque se produzem a partir das relações sociais e se sistematizam com autonomia em relação à escola. A sistematização dos conteúdos pressupõe determinadas habilidades que a escola geralmente garante, mas não ocorre no interior das escolas de primeiro e segundo graus. A existência do saber sistematizado coloca à pedagogia o seguinte problema: como torná-lo assimilável pelas novas gerações, ou seja, por aqueles que participam de algum modo de sua produção enquanto agentes sociais, mas participam num estágio determinado, estágio esse que é decorrente de toda uma trajetória histórica?"
        (SAVIANI, D. "A pedagogia histórico-crítica no quadro das tendências críticas da Educação Brasileira", adap. da fala em Seminário, Niterói, 1985).

6. Leia as frases a seguir:

'Essa" é a etimologia da palavra.

A pedagogia é o processo através 'do qual' o homem 'se' torna plenamente humano.

Como torná-'lo' assimilável pelas novas Ngerações..."

As palavras entre aspas são, respectivamente, no plano morfológico:
a) pronome relativo, pronome demonstrativo, conjunção integrante, pronome oblíquo átono.
b) pronome indefinido, pronome demonstrativo, conjunção condicional, pronome oblíquo tônico.
c) pronome demonstrativo, pronome relativo, pronome oblíquo átono, pronome oblíquo átono.
d) pronome demonstrativo, pronome indefinido, pronome oblíquo tônico, pronome oblíquo tônico.
e) pronome indefinido, pronome relativo, conjunção integrante, pronome oblíquo átono.


7. O termo ONDE encontra-se corretamente empregado na frase:
a) A suspeita de falsificação nasceu por causa daquela folha onde havia uma rasura.
b) Não sei onde foi que te decepcionei: ao não responder à tua carta? Ao não me desculpar por isso?
c) Nos piores momentos é onde podemos reconhecer os verdadeiros amigos.
d) Não tenho saudades de minha infância, onde sofri tantas injustiças.
e) À saída dos torcedores é onde costuma haver muito tumulto.


8. Pertencem à mesma área semântica as palavras:

a) "simples, tolo, natural", parágrafo 1
b) "descomunais, profundos, sinceros", parágrafo 2
c) "entrega, doação, dádiva", parágrafo 2
d) "cobram, exigem, rotinizam", parágrafo 3 3ª


9. A flexão nominal está correta em:

a) assistência MÉDICA-OFTALMOLÓGICA
b) informações HISTÓRICO-CULTURAIS
c) questões JURÍDICAS-POLÍTICAS
d) sapatos BRANCO-GELOS


Texto para a questão 10.


SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
                                  
                                   (Vinícius de Morais)


10. Na segunda estrofe há dois adjetivos:

a) calma e vento
b) olhos e chama
c) última e imóvel
d) paixão e pressentimento
e) momento e drama


11. "Na ata da reunião, registraram-se todas as opiniões dos presentes."

Assinale a alternativa que apresenta corretamente a classificação da partícula SE, na frase acima.

a) índice de indeterminação do sujeito
b) pronome reflexivo (objeto direto)
c) partícula apassivadora
d) conjunção subordinativa integrante
e) palavra de realce


12. Examine as afirmativas a seguir.

I- Em 'Aproximou-se do grupo que jogava bridge e percebeu que eram seus amigos' ocorre silepse de número ou concordância ideológica.
II- 'Deus, anjo, fada e alma' são substantivos concretos, pois representam entidades que subsistem por si mesmas.
III- 'Chefe, cônjuge, testemunha e vítima' são substantivos comuns de dois gêneros.
IV- Em 'O rico quer ficar riquíssimo' ocorreu um superlativo absoluto sintético.
V- Defectivos são verbos como 'precaver-se' e 'reaver', que não são conjugados em todas as formas; faltam-lhes tempo(s) ou pessoa(s).

Estão CORRETAS as afirmativas:

a) somente I e III
b) somente II, III e IV
c) somente I, IV e V
d) somente I, II, IV e V
e) somente III e V


13. Na frase "Dada a atitude de CERTOS estudantes, criticá-los é O que se faz NECESSÁRIO", as palavras em destaque são, respectivamente,
a) pronome relativo - artigo - advérbio.
b) pronome indefinido - pronome demonstrativo - adjetivo.
c) pronome demonstrativo - artigo - advérbio.
d) pronome indefinido - pronome demonstrativo - substantivo.
e) pronome demonstrativo - artigo - adjetivo.

14. Em "O casal de índios levou-os à sua aldeia, que estava deserta, onde ofereceu frutas aos convidados", temos:
a) dois pronomes possessivos e dois pronomes pessoais;
b) um pronome pessoal, um pronome possessivo e dois pronomes relativos;
c) dois pronomes pessoais e dois pronomes relativos;
d) um pronome pessoal, um pronome possessivo, um pronome relativo e um pronome interrogativo;
e) dois pronomes possessivos e dois pronomes relativos.

15. Analise e responda a questão que segue.
I - "O velho sorriu-SE, deixando apenas escapar em tom de dúvida um significativo - Qual..."

II - "Nada (...) SE conseguiu com a receita; o mal continuou."

III - "- Só lhe direi, respondeu a comadre depois de alguma hesitação, SE me prometerdes guardar todo o segredo, que o caso é muito sério."

IV - "As três velhas conversaram por largo tempo, não porque muitas coisas SE tivessem a dizer..."

Aponte a seqüência correta quanto à classificação morfológica da palavra SE nessas frases de Manuel Antônio de Almeida.

a) I - partícula expletiva, II - partícula apassivadora, III - conjunção subordinativa condicional, IV - pronome reflexivo.
b) I - partícula apassivadora, II - partícula expletiva, III - conjunção subordinativa condicional, IV - pronome reflexivo.
c) I - pronome reflexivo, II - partícula apassivadora, III - conjunção subordinativa integrante, IV - pronome reflexivo.
d) I - partícula expletiva, II - partícula reflexivo, III - conjunção subordinativa condicional, IV - pronome reflexivo.
e) I - partícula apassivadora, II - partícula apassivadora, III - conjunção subordinativa condicional, IV - partícula apassivadora.

16. Aponte a alternativa que contém um QUE classificado morfologicamente como PARTÍCULA EXPLETIVA (OU DE REALCE).
a) "A vida é tão bela QUE chega a dar medo."
b) "Havia uma escada QUE parava de repente no ar."
c) "Oh! QUE revoada, QUE revoada de asas!"
d) "O vento QUE vinha desde o princípio do mundo / Estava brincando com teus cabelos..."
e) "Nós / é QUE vamos empurrando, dia a dia, sua cadeira de rodas."

17. I - " 'O' valor da oração era superfino e muito mais excelso que 'o' das obras terrenas."
II - "Os quatro algarismos foram crescendo tanto, que encheram 'a' igreja de alto 'a' baixo."
III - "Vejamos primeiro 'o' que é que 'o' traz aqui."
IV - "Assim é 'o' homem, assim são 'as' cousas que 'o' cercam."
V - "Camilo teve medo e (...) começou 'a' rarear 'as' visitas 'à' casa de Vilela."

Aponte a seqüência totalmente correta quanto à classe gramatical das palavras destacadas nas respectivas frases.
a) I - artigo definido, artigo definido.
b) II - artigo definido, pronome pessoal oblíquo.
c) III - pronome demonstrativo, pronome pessoal oblíquo.
d) IV - artigo definido, preposição, pronome pessoal oblíquo.
e) V - preposição, preposição, contração da preposição com o artigo.

18. Aponte a alternativa que apresenta um uso adequado de conjunções ou locuções conjuntivas.
a) Ele transforma-se num cavalheiro, na medida que vai crescendo.
b) Perdeu o dinheiro, mas não teve, no entanto, nenhum gesto de desespero.
c) Somos de paz, pois deves parar com as provocações.
d) Não foi e nem ficou.
e) Gosto de avião; prefiro, porém, navio.

19. No período:

"Cada paulistano produz diariamente um quilo de lixo, que na sua totalidade transforma-se em uma montanha de 12 mil toneladas..." a palavra QUE e a oração iniciada por ela são, respectivamente:


a) pronome relativo - oração adverbial;
b) pronome relativo - oração adjetiva;
c) conjunção integrante - oração adjetiva;
d) conjunção integrante - oração substantiva;
e) pronome relativo - oração adverbial.



20. Assinalar a alternativa que contém o superlativo erudito dos adjetivos pobre, ágil e doce

a) paupérrimo, agílimo, dulcíssimo;
b) pobrérrimo, agilíssimo, docíssimo;
c) paupérrimo, agilérrimo, docílimo;
d) pobríssimo, agílimo, docíssimo;
e) paupérrimo, agilérrimo, docêrrimo.



21. Indicar a ÚNICA frase correta na relação a seguir:

a) O rapaz colocou-se entre eu e você;
b) Entre mim e você há um grande segredo;
c) Aquela notícia chegou até eu;
d) Você trouxe o livro para mim ler;
e) Nunca vi ele tão zangado.



22. Destacar a frase em que o pronome relativo está corretamente empregado:
a) Este é o laboratório em cuja honestidade você pode confiar.
b) Feliz a nação cujos os filhos temem a Deus.
c) Vendi aquele sítio maravilhoso, cujo me deixou bastante triste.
d) Preciso de ajuda, sem a cuja não poderei terminar o trabalho.
e) Os alunos, cujos pais telefonei, concordaram com o adiamento da viagem.

23. No período:

"Queria chorar e sentia os olhos enxutos", o conectivo que une as duas orações indica:

a) junção de ideias, portanto é uma conjunção aditiva;
b) contraste de ideias, portanto é uma conjunção aditiva;
c) disjunção de ideias, portanto é uma conjunção conclusiva;
d) contraste de ideias, portanto é uma conjunção adversativa;
e) disjunção de ideias, portanto é uma conjunção condicional.

24. lndique a opção cuja forma não será utilizada para completar a frase a seguir:

Vemo- ________ raramente por aqui. _________ poucas vezes em que a vimos, sequer chegou ________ tempo de participar das cerimônias _________ que fora convidada _________ cerca de quatro meses.


a) Artigo definido feminino no plural.
b) Contração de preposição com artigo feminino.
c) Preposição.
d) Verbo 'haver' na terceira pessoa do singular.
e) Pronome oblíquo átono.



25. ... se decida a pedir a este rio (...)
QUE me faça aquele enterro (...)
... e aquele acompanhamento
de água QUE sempre desfila
(QUE o rio, aqui no Recife,
não seca, vai toda a vida).

Nas ocorrências destacadas, a partícula QUE serve, RESPECTIVAMENTE, para

I. introduzir um complemento para DECIDA; referir a ÁGUA o ato de DESFILAR, introduzir uma justificativa para o uso de SEMPRE.
II. introduzir um complemento para DECIDA; estabelecer uma relação com AQUELE; introduzir uma justificativa para o uso de AQUI.
III. introduzir um complemento para PEDIR; referir a ACOMPANHAMENTO o ato de DESFILAR, introduzir uma justificativa para o uso de SEMPRE.

Em relação ao texto, está correto apenas o que se afirma em

a) I.
b) I e II.
c) II e III.
d) II.
e) III.


26. É mudo AQUELE a quem irmão chamamos,
E a mão que tantas vezes apertamos
Agora é fria já!
Não mais nos bancos esse rosto amigo
Hoje escondido no fatal jazigo
Conosco sorrirá!

Nestes versos de Casimiro de Abreu, o pronome em destaque revela um emprego denotativo de

a) tempo presente e proximidade física.
b) tempo passado e proximidade física.
c) tempo futuro e afastamento físico.
d) tempo futuro e proximidade física.
e) tempo passado e afastamento físico.


27. Assinale a alternativa em que a mudança de posição do termo destacado não implique a possibilidade de mudança de sentido do enunciado.

a) Belo Horizonte já foi uma LINDA cidade. Belo Horizonte já foi uma cidade LINDA.
b) Filho MEU não irá para o exército. MEU filho não irá para o exército.
c) Meu carro NOVO é maior. Meu NOVO carro é maior.
d) Por ALGUM dinheiro ele seria capaz de vender a casa. Por dinheiro ALGUM ele seria capaz de vender a casa.
e) Com uma SIMPLES dose do medicamento ficou curada. Com uma dose SIMPLES do medicamento ficou curada.

28. Para todas as alternativas, é possível, recorrendo às regras da norma culta escrita, a construção de um único período envolvendo as duas orações através do uso do pronome cujo (e variações), referente ao item destacado, EXCETO:
a) O comerciante é meu vizinho. O filho DELE foi seqüestrado.
b) Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo. Sou fã incondicional de SUAS obras.
c) Foram derrubadas várias árvores. As folhas DESSAS ÁRVORES apresentavam sinais de doença.
d) O retrato de meu avô continua me fitando da parede. Tenho poucas lembranças DELE.
e) O ministro será homenageado pelo Congresso. A população jamais se esquecerá das ações DELE.

29. Assinale a opção cujo período, ao ser reescrito, está adequado à norma culta da língua.

a) Puseram os ovos na geladeira, antes que a empregada pensasse em fazer outra omelete para o menino. PUSERAM-LOS NA GELADEIRA, ANTES QUE A EMPREGADA PENSASSE EM FAZER-LHE OUTRA OMELETE.
b) Para nós, é muito difícil convencer o delegado. É-NOS MUITO DIFÍCIL CONVENCER-LHE.
c) Não quero fazer a paciente esperar. NÃO QUERO FAZER ELA ESPERAR.
d) Visitaria os presos se tivesse tempo. VISITARIA-OS SE TIVESSE TEMPO.
e) Tem visto Helena ultimamente? TEM-NA VISTO ULTIMAMENTE?

30. Para todas as alternativas, é possível, recorrendo às regras da norma culta escrita, a construção de um único período envolvendo as duas orações através do uso do pronome cujo (e variações), referente ao item destacado, EXCETO:
a) O professor foi demitido. Não aprecio as aulas DELE.
b) A ponte era muito alta. Nosso barco passou por baixo de SEUS arcos.
c) Os familiares das vítimas nunca foram contactados. DELES ninguém teve mais notícia.
d) O livro infelizmente está esgotado. SUA leitura foi indicada por nosso professor de Português.
e) Meu escritor favorito é Machado. Minha mãe pertencia à família DELE.

31. Assinale a alternativa em que a sentença destacada (formulada segundo regras do português oral) tenha sido reestruturada de acordo com a norma escrita culta.

'Se eu ver ele, dou o recado pra ele.'


a) Vendo-o, darei-lhe o recado.
b) Na hipótese de o vir, eu lhe darei o recado.
c) Se eu o ver, lhe darei o recado.
d) Se o vir, darei o recado a ele.
e) Quando vê-lo, dar-lhe-ei o recado.


Texto para a próxima questão
SOBRE ARTES E ARTISTAS
"Uma coisa que realmente não existe é aquilo a que se dá o nome de Arte. Existem somente artistas. Outrora, eram homens que apanhavam terra colorida e modelavam toscamente as formas de um bisão na parede de uma caverna; hoje, alguns compram suas tintas e desenham cartazes para os tapumes; eles faziam e fazem muitas outras coisas. Não prejudica ninguém chamar a todas essas atividades arte, desde que conservemos em mente que tal palavra pode significar coisas muito diferentes, em tempos e lugares diferentes, e que Arte com A maiúsculo não existe. Na verdade, Arte com A maiúsculo passou a ser algo de um bicho-papão e de um fetiche. Podemos esmagar um artista dizendo-lhe que o que ele acaba de fazer pode ser muito bom no seu gênero, só que não é "Arte". E podemos desconcertar qualquer pessoa que esteja contemplando com prazer um quadro, declarando que aquilo de que ela gosta não é Arte, mas algo muito diferente. Na realidade, não penso que existam quaisquer razões erradas para se gostar de um quadro ou de uma escultura. Alguém pode gostar de uma paisagem porque ela lhe recorda seu berço natal, ou de um retrato porque lhe lembra um amigo. Nada há de errado nisso. (...) Somente quando alguma recordação irrelevante nos torna parciais e preconceituosos, quando instintivamente voltamos as costas a um quadro magnífico de uma cena alpina porque não gostamos de praticar alpinismo, é que devemos perscrutar o nosso íntimo para desvendar as razões da aversão que estraga um prazer que de outro modo poderíamos ter. Há razões erradas para não se gostar de uma obra de arte." E. H. Gombrich

32. Nas orações "e QUE Arte com A maiúsculo não existe" e "o QUE ele acaba de fazer...", as palavras em maiúsculo funcionam respectivamente como:

a) conjunção integrante e pronome relativo
b) pronome relativo e pronome relativo
c) conjunção integrante e conjunção integrante
d) pronome relativo e conjunção integrante
e) conjunção aditiva e pronome demonstrativo


33. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do texto a seguir:

Há endereços na lnternet que trazem respostas às dúvidas sobre finanças pessoais e mostram as razões _______________ todos devem fazer um orçamento de seus gastos. O usuário _______________ interesse é investir no exterior, por exemplo, pode selecionar uma lista de fundos de investimento e obter dados como a moeda _______________ são calculados os ganhos e o país _______________ pertencem os fundos. O que ainda atrapalha os brasileiros é a lentidão _______________ os dados são transmitidos.


a) por que - cujo - com que - onde - na qual
b) pelas quais - cujo - em que - a que - com que
c) com que - em que o - na qual - a quem - em que
d) porque - por cujo - em que - ao qual - na qual
e) do porquê - para quem o - com que - a que - com que


34. PERTO DE mil pessoas estiveram PRESENTES ao festival DE INVERNO.
As expressões em destaque na frase anterior são, respectivamente,

a) locução adverbial - adjetivo - substantivo
b) advérbio - substantivo - locução adjetiva
c) locução prepositiva - adjetivo - locução adjetiva
d) locução prepositiva - adjetivo - locução adverbial
e) locução adverbial - advérbio - substantivo


35. Selecione a alternativa que preenche corretamente as lacunas.

- Você não quer vir conosco, e não diz o ........ da recusa.
- Quer mesmo saber ........? Simplesmente ........ não tenho um centavo no bolso.


a) por que - porque - porque
b) por que - porquê - por que
c) por quê - porquê - porque
d) porque - por que - por que
e) porquê - por quê - porque



36. Digam o que quiserem dizer os hipocondríacos: a vida é uma coisa doce.   (Machado de Assis)
                                 
Os dois pontos representam a seguinte relação de idéias:

a) consequência
b) concessão
c) adição
d) adversidade
e) explicação



37. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas a seguir:

"Como __________ mais de mil desentendimentos entre __________ e ele, um amigo __________, __________ de nos reconciliar.

a) aconteceu; eu; interveio; afim
b) aconteceram; mim; interveio; a fim
c) aconteceu; mim; interveio; a fim
d) houveram; eu; interviu; a fim
e) houve; mim; interviu; a fim

38. Assinale a alternativa em que a substituição do pronome da frase I, realizada na frase II, está correta.

a) I - o que me fazia perder os estribos.  II - o que fazia eu perder os estribos.
b) I - Deixar-me-iam ficar.  II - Deixariam eu ficar.
c) I - furava-me os ouvidos.  II - furava meus ouvidos.
d) I - Não seria mau que me achassem nos atos algum, involuntário, digno de pena.  II - Não seria mau que a mim achassem nos atos algum, involuntário, digno de pena.
e) I - arranjar-lhes por qualquer meio o indispensável.  II - arranjá-los por qualquer meio o indispensável.

39. Em que frase o espaço em branco dever ser preenchido APENAS com pronome relativo e não com pronome relativo regido de preposição?
a) Trata-se de jóias de família ________ jamais me desfarei.
b) O candidato expôs planos _________ ninguém confiou.
c) Nesta rua, os serviços ___________ você tem acesso são inúmeros.
d) Foi positivo o resultado _________ a empresa atingiu.
e) Eis o documento ___________ cópia me refiro.

40. Texto para a próxima questão.
A carruagem parou ao pé de uma casa amarelada, com uma portinha pequena. Logo à entrada, um cheiro mole e salobro enojou-a. A escada, de degraus gastos, subia ingrememente, apertada entre paredes onde a cal caía, e a umidade fizera nódoas. No patamar da sobreloja, uma janela com um gradeadozinho de arame, parda do pó acumulado, coberta de teias de aranha, coava a luz suja do saguão. E por trás de uma portinha, ao lado, sentia-se o ranger de um berço, o chorar doloroso de uma criança.       (Eça de Queirós, O PRIMO BASÍLIO)

O segmento do texto em que a preposição DE estabelece uma relação de causa é:

a) "ao pé de uma casa amarelada".
b) "escada, de degraus gastos".
c) "gradeadozinho de arame".
d) "parda do pó acumulado".
e) "luz suja do saguão".


41. No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa.
A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, ONDE se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. ELA teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no "mecanismo de desenvolvimento limpo" (MDL), questão central na pauta da Argentina.

Os pronomes em destaque referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente:

a) o centro - Mudança Climática
b) Buenos Aires - a delegação brasileira
c) o planeta - a reunião
d) Kyoto - estufa
e) a Convenção - mudanças catastróficas


42. Em relação ao texto a seguir, assinale a opção que preenche corretamente as lacunas:

Nos ecossistemas naturais, como as matas, os cerrados e os campos nativos, há um perfeito equilíbrio entre os seres vivos, e entre estes e o meio. Esta condição resulta da interação entre as espécies, e da adaptação destas ao meio ao longo de extensos períodos de tempo. São sistemas quase fechados ____(1)____, devido a razões pouco conhecidas, novas espécies dificilmente se estabelecem neles de modo natural. Em qualquer deles, a densidade populacional de um inseto fitófago, isto é, que se alimenta de plantas, é controlada principalmente pela densidade populacional da espécie de planta ____(2)____ ele tem preferência e por seus inimigos naturais (parasitos, predadores e patógenos, ou seja, seres que ____(3)____ causam doenças), além evidentemente dos fatores físicos como a temperatura, a umidade e a luz, entre outros.  (CIÊNCIA HOJE. N.6, maio/junho/1983.)


a) que - que - os
b) por que - a qual - lhe
c) porque - na qual - lhes
d) porque - pela qual - lhe
e) por que - pela qual – os



43. Assinale a opção em que a palavra "onde" está corretamente empregada:
a) Após o comício, houve briga onde estavam envolvidos estudantes de duas escolas diferentes.
b) Os músicos criaram um clima de alegria onde o anfitrião foi responsabilizado.
c) Foi importante a reforma do estatuto da escola, de onde resultou melhoria no ensino.
d) Viver em um país onde saúde e educação são valorizadas é direito de qualquer cidadão.
e) Na reunião de segunda-feira, várias decisões foram tomadas pelos sócios da empresa, onde também foi decidido o reajuste das tarifas.

44. A frase em que se emprega corretamente o pronome em destaque é:
a) Ninguém sabe PORQUE, ele se recusa a assinar o recibo.
b) Deu-me algumas razões, CUJAS me pareceram inconsistentes.
c) Por favor, vá dizer a VOSSA EXCELÊNCIA que já chegamos.
d) O delegado chamou o detento para LHE interrogar.
e) Li o poema, analisei-LHE os versos, mas nada entendi.

45. A palavra em destaque está INCORRETAMENTE flexionada na frase:
a) QUAISQUER que fossem as medidas, ele as impugnava.
b) Os BEIJA-FLORES aí estão, desfrutando a primavera.
c) Os móbiles estavam presos por CORDELZINHOS.
d) - São BEIJOS-DE-FRADE - explicou-me, apontando as ervas.
e) Dois dos GUARDA-ROUPAS estavam infestados de cupins.

46. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

Ele era infiel até ...... si mesmo, motivo ...... não conseguia que ...... levassem a sério.

a) contra - pelo que - o
b) a - que - lhe
c) a - pelo qual - o
d) contra - em que - lhe
e) contra - que - lhe

47. A frase em que as palavras em maiúsculo pertencem à mesma classe gramatical é:
a) Hoje eu O vi empurrando O carro que acabou de comprar do irmão.
b) Os canteiros de flores COLORIDAS eram o ENCANTO daquela pracinha.
c) Era SEMPRE atraente, mas naquele MOMENTO pareceu-lhe deslumbrante.
d) Pensou em sair DALI DEPRESSA, mas ela o reteve mais um pouco.
e) Naquele CORRE-CORRE nada mais se ACHAVA no lugar.

48. Não, Hagar não tem como única habilidade aparar as flechadas dos adversários nas batalhas. Veja na figura adiante, como ele estruturou bem sua frase, demonstrando dominar a norma culta, no tocante ao uso do PRONOME RELATIVO e da PREPOSIÇÃO, quando necessária.

É a única coisa EM QUE sou bom.

Demonstre que você também tem esse domínio, indicando a opção em que o período, resultante da ligação entre as frases, ESTÁ BEM ESTRUTURADO.

a) PERÍODO: "Mas existe uma responsabilidade estrutural que não é imposta de fora para dentro. Todos querem fugir dela." (ISTO É - 15/7/98)
FRASES: Mas existe uma responsabilidade estrutural que não é imposta de fora para dentro, que todos querem fugir dela.
b) PERÍODO: "Mas eles são artistas de cinema. A atividade deles é fazer show usando movimentos extremamente plásticos." (VEJA - 8/10/97)
FRASES: Mas eles são artistas de cinema, cuja a atividade  é fazer "show" usando movimentos extremamente plásticos.
c) PERÍODO: "Um bom exemplo de gestão pública criativa é o mutirão do reflorestamento. Por meio dele, em 12 anos, foi plantado 1,7 milhões de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica em morros urbanos do Grande Rio (...)" (ÉPOCA - 27/7/98)
FRASES: Um bom exemplo de gestão pública criativa é o mutirão do reflorestamento que por meio dele, em 12 anos, foi plantado 1,7 milhão de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica em morros urbanos do Grande Rio.
d) PERÍODO: "A secura do ar na Indonésia e na Malásia provocou incêndios florestais, poluiu cidades e enfumaçou o céu de tal forma que até a semana passada havia provocado dois desastres horrendos. Num deles, um jato de passageiros estatelou-se no chão da Indonésia matando todas as 234 pessoas a bordo." (VEJA - 8/10/97 )
FRASES: A secura do ar na Indonésia e na Malásia provocou incêndios florestais, poluiu cidades e enfumaçou o céu de tal forma que até a semana passada havia provocado dois desastres horrendos, num dos quais um jato de passageiros estatelou-se no chão matando todas as 234 pessoas a bordo.
e) PERÍODO: "Para a Maritel, com 19 anos no mercado, a invasão dos bichos importados atrapalha o crescimento da empresa. Por essa razão, assim como os concorrentes, trabalha com personagens licenciados." (FOLHA DE S. PAULO - 2/9/98 )
FRASES: Para a Maritel, com 19 anos no mercado, a invasão dos bichos importados atrapalha o crescimento da empresa, razão porque, assim como os concorrentes, trabalha com personagens licenciados.

49. Em todas as alternativas a palavra em destaque indica circunstância de tempo, EXCETO:
a) "Mas Eduardo tampouco estava de acordo e era uma opinião de peso, JÁ que o comerciante concorda em dividir as despesas do enterro." (J. Amado)
b) "Ao seu lado, solidários na dor e na cabeça, vagabundos diversos faziam coro às suas lamentações e suspiros. JÁ tivera conhecimento da notícia, compreendeu Curió ao ver a cena." (J. Amado)
c) "Chegara o tempo do merecido descanso. JÁ poderia falar livremente de Joaquim Soares da Cunha, louvar-lhe a conduta de funcionário, esposo e pai." (J. Amado)
d) "Mas JÁ estavam atrasados para a peixada de Mestre Manuel e o jeito, daí a pouco, foi despertar Quincas." (J. Amado)
e) "A pergunta coçava-lhe a garganta, não resistiu: - O padre JÁ veio?." (J. Amado)

50. Preencha, com pronomes relativos, as lacunas das orações abaixo.

I - "Fisionomia melancólica, fitou o cadáver. Sapatos lustrosos, ________ brilhava a luz das velas, calça de vinco perfeito, paletó negro assentado, as mãos devotas cruzadas no peito." (J. Amado)

II - "Cabo Martim, ________ em matéria de educação só perdia para o próprio Quincas, retirou da cabeça o surrado chapéu, cumprimentou os presentes." (J. Amado)

III - "Não gostava dessas magricelas, _________ cintura a gente nem podia apertar." (J. Amado)

IV - "Curió, ________ infância em parte decorrera num asilo de menores dirigido por padres, buscava na embotada memória uma oração completa." (J. Amado)

Assinale, a seguir, a alternativa correta.
a) Todas as lacunas podem ser preenchidas com o pronome relativo CUJO (A).
b) III e IV podem ser preenchidas com o pronome relativo CUJO (A).
c) Todas as lacunas podem ser preenchidas com o pronome relativo QUE.
d) I e II podem ser preenchidas com o pronome relativo ONDE.
e) II e III podem ser preenchidas com o pronome relativo QUE.

51. "Vestibular UERJ 2001. Construindo o cidadão do futuro."

No enunciado acima, extraído de um folheto de divulgação deste Vestibular, o vocábulo FUTURO classifica-se gramaticalmente como substantivo. Se, entretanto, houvesse alteração para "Construindo o cidadão FUTURO", a mesma palavra seria um adjetivo.
Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes, que se diferenciam, sobretudo pelas respectivas características a seguir:
a) invariabilidade mórfica - variabilidade em gênero e número
b) designação de seres e conceitos - expressão de um fenômeno
c) termo gerador de nomes derivados - resultado de uma derivação
d) papel sintático de termo núcleo - papel sintático de modificador de outro nome

52. Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo, em sua estrutura interna, para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número.
A partir desse conceito, a palavra destacada que admite flexão de gênero é:
a) "Fez-se triste o que se fez AMANTE" (Vinícius de Moraes)
b) "Paisagens da minha terra,/ Onde o ROUXINOL não canta." (Manuel Bandeira)
c) "Sou um HOMEM  comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento" (Ferreira Gullar)
d) "Meu AMIGO, vamos cantar,/ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola" (Carlos Drummond de Andrade)

53. Observe os períodos a seguir e escolha a alternativa correta em relação à idéia expressa, respectivamente, pelas conjunções ou locuções SEM QUE, POR MAIS QUE, COMO, CONQUANTO, PARA QUE.

1. Sem que respeites pai e mãe, não serás feliz.
2. Por mais que corresse, não chegou a tempo.
3. Como não tivesse certeza, preferiu não responder.
4. Conquanto a enchente lhe ameaçasse a vida, Gertrudes negou-se a abandonar a casa.
5. Mandamos colocar grades em todas as janelas para que as crianças tivessem mais segurança.


a) Condição, concessão, causa, concessão, finalidade.
b) Concessão, causa, concessão, finalidade, condição.
c) Causa, concessão, finalidade, condição, concessão.
d) Condição, finalidade, condição, concessão, causa.
e) Finalidade, condição, concessão, causa, concessão.



54. Assinale a alternativa na qual QUE tem a mesma classificação morfológica que na frase:

"Elas disseram que não viriam."


a) Veja o livro que comprei.
b) Que conversa é essa?!
c) Vocês é que mandam.
d) Peço que voltem logo.
e) Tudo temos que fazer.



55. Beber é mal, mas é muito bom. (FERNANDES, Millôr. "Mais! Folha de S.  Paulo," 5 ago. 2001, p. 28.)

A palavra "mal", no caso específico da frase de Millôr, é:

a) adjetivo.
b) substantivo.
c) pronome.
d) advérbio.
e) preposição.

                                 
Texto para a questão 56.


O mundo é grande

O mundo é grande e cabe
Nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
Na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
No breve espaço de beijar


ANDRADE, Carlos Drummond de. "Poesia e prosa." Rio de Janeiro. Nova Aguilar 1983.

56. Neste poema, o poeta realizou uma opção estilística: a reiteração de determinadas construções e expressões linguísticas, como o uso da mesma conjunção para estabelecer a relação entre as frases. Essa conjunção estabelece, entre as ideias relacionadas, um sentido de

a) oposição.
b) comparação.
c) conclusão.
d) alternância.
e) finalidade.


57. Nas conversas diárias, utiliza-se freqüentemente a palavra "próprio" e ela se ajusta a várias situações. Leia os exemplos de diálogos:

I. - A Vera se veste diferente!
   - É mesmo, é que ela tem um estilo PRÓPRIO.
II. - A Lena já viu esse filme uma dezena de vezes! Eu não consigo ver o que ele tem de tão maravilhoso assim.
    - É que ele é PRÓPRIO para adolescente.
III. - Dora, o que eu faço? Ando tão preocupada com o Fabinho! Meu filho está impossível!
    - Relaxa, Tânia! É PRÓPRIO da idade. Com o tempo, ele se acomoda.

Nas ocorrências I, II e III, "próprio" é sinônimo de, respectivamente,

a) adequado, particular, típico.
b) peculiar, adequado, característico.
c) conveniente, adequado, particular.
d) adequado, exclusivo, conveniente.
e) peculiar, exclusivo, característico.



58. Assinale a sentença que NÃO apresenta o problema indicado nos parênteses.
a) Enquanto lia o texto produzido, fui observando os defeitos que ele tinha. (AMBIGÜIDADE)
b) "Todo estômago do brasileiro é igual." (COLOCAÇÃO DE PALAVRA)
c) "A textura da seda é bem diferente da da lã." (ERRO DE COMPARAÇÃO)
d) "Cabe aos próprios executivos assumir, encarar de frente e procurar resolver as limitações que possuem em relação à língua." (REDUNDÂNCIA)
e) Diante de tanta notícia de corrupção, o povo acaba desacreditado do governo. (IMPROPRIEDADE VOCABULAR)

59. Assinale a alternativa em que a mudança da posição da conjunção acarreta alteração semântica:

a) Está tudo bem com o jovem, contudo não tem o apoio da família. / Está tudo bem com o jovem; não tem, contudo, o apoio da família.
b) Está tudo bem com o jovem, todavia não tem o apoio da família. / Está tudo bem com o jovem; não tem, todavia, o apoio da família.
c) Está tudo bem com o jovem, porém não tem o apoio da família. / Está tudo bem com o jovem; não tem, porém, o apoio da família.
d) Está tudo bem com o jovem, entretanto não tem o apoio da família. / Está tudo bem com o jovem; não tem, entretanto, o apoio da família.
e) Está tudo bem com o jovem, pois tem o apoio da família. / Está tudo bem com o jovem; tem, pois, o apoio da família.

60. Assinale a alternativa em que a mudança de estrutura do período implica mudança semântica:

a) Meu filho não faria isso! / Filho meu não faria isso!
b) Um traficante adotou meu filho! / Meu filho foi adotado por um traficante!
c) Vivo o problema do meu filho 24 horas por dia! / Vivo, 24 horas por dia, o problema do meu filho!
d) Meus filhos jamais mexeram com tóxico, graças a Deus! / Graças a Deus, meus filhos jamais mexeram com tóxico!
e) Sempre procurei dar o bom exemplo a meu filho. / Sempre procurei dar a meu filho o bom exemplo.

61. Assinale a alternativa em que a flexão ou não do infinitivo pode acarretar alteração semântica:
a) As famílias necessitam se esforçar para, com amor e carinho, acolher os filhos com problemas. / As famílias necessitam se esforçar para, com amor e carinho, acolherem os filhos com problemas.
b) As nações precisam se organizar, a fim de mais eficientemente combater o narcotráfico. / As nações precisam se organizar, a fim de mais eficientemente combaterem o narcotráfico.
c) As ações mais violentas da polícia acabaram por perder o apoio da população. / As ações mais violentas da polícia acabaram por perderem o apoio da população.
d) Ao acolherem as vítimas do tóxico, os voluntários se sentem úteis. / Os voluntários se sentem úteis ao acolher as vítimas do tóxico.
e) A polícia mandou os traficantes saírem pela porta dos fundos. / A polícia mandou-os sair pela porta dos fundos.

62. EM RELAÇÃO ÀS perguntas feitas, A POUCOS interessaram.

As expressões destacadas na frase anterior funcionam, respectivamente, como

a) locução prepositiva - artigo - advérbio de intensidade.
b) locução conjuntiva - preposição - pronome indefinido.
c) locução adverbial - artigo - advérbio de intensidade.
d) locução prepositiva - preposição - pronome indefinido.
e) locução conjuntiva - artigo - advérbio de intensidade.


63. Seria necessário QUE todos SE pusessem a agir e SE fizessem os reparos necessários.

Na frase anterior, as partículas QUE e SE classificam-se, respectivamente, como
a) pronome relativo - conjunção condicional - conjunção integrante
b) conjunção integrante - pronome oblíquo - partícula apassivadora
c) pronome relativo - pronome oblíquo - conjunção integrante
d) conjunção integrante - conjunção condicional - partícula apassivadora
e) pronome relativo - pronome oblíquo - partícula apassivadora

64. Assinale a alternativa gramaticalmente correta.
a) Na Aliança Lusa-brasileira, os porteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas, saias azuis-pavões.
b) Na Aliança Luso-brasileira, os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas, saias verdes-olivas.
c) Na Aliança Luso-brasileira, os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas, saias verde-oliva.
d) Na Aliança Lusa-brasileira, os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas, saias verdes-oliva.
e) Na Aliança Luso-brasileira, os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas, saias verde-olivas.

65. Leia as frases a seguir.

I - AQUI continua um paraíso.
II - AQUI ele chegou em 1930.
III - AQUI onde ele mora viveu José de Alencar.
IV - AQUI faz muito calor.


Em relação aos termos destacados, pode-se afirmar que:
a) expressam informação secundária, em I, III e IV.
b) indicam a posição próxima do ouvinte, em II e III.
c) assumem a mesma função na frase, em I, II e III.
d) há uma preposição implícita, em II, III e IV.
e) os termos assumem a mesma função, em I, II e IV.


66. Aqui carnavalizada é a gramática, na conhecida obra de Mendes Fradique, "Grammatica Portugueza pelo Methodo Confuso", vindo a lume em 1927 e de onde transcrevemos fragmentos do texto, tendo o cuidado de atualizar a grafia.

"Advérbio é a palavra mais ou menos invariável que modifica um verbo, um adjetivo ou outro advérbio." O "mais ou menos invariável" atribuído ao advérbio tem sua razão de ser devido à possibilidade de receber um sufixo indicativo de grau nos advérbios na frase NÃO carnavalizada em:
a) Os advérbios mais amáveis são SIM, BEM, MUITO BEM.
b) Aprendemos cedo a identificar o advérbio; estamos 'perto de' o esquecer?
c) Formam-se advérbios de modo normalmente juntando-se ao feminino dos adjetivos o sufixo MENTE: gostosamente, calmamente, tranqüilamente, dormente, semente.
d) Excetuam-se CLEMENTE e PORTUGUESMENTE, que se formam de palavras masculinas.
e) Os advérbios mais antipáticos são NÃO, NUNCA, JAMAIS.

67. Aponte a alternativa que traga os superlativos absolutos sintéticos de acordo com a norma culta.

a) Celebérrimo, crudelésimo, dulcíssimo, nigérrimo, nobilíssimo.
b) Celebésimo, crudelíssimo, dulcíssimo, nigérrimo, nobérrimo.
c) Celebérrimo, crudelíssimo, dulcíssimo, nigérrimo, nobilíssimo.
d) Celebríssimo, cruelérrimo, dulcésimo, negérrimo, nobérrimo.
e) Celebríssimo, crudelérrimo, dulcíssimo, negérrimo, nobérrimo.


68. No trecho: "Eu não creio, não posso mais acreditar na bondade ou na virtude de homem algum; todos são mais ou menos ruins, falsos, e indignos; há porém ALGUNS que sem dúvida com o fim de ser mais nocivos aos outros, e para produzir maior dano, têm o merecimento de dizer a verdade nua e crua, (...)":

I - ALGUM e ALGUNS são pronomes indefinidos.
II - ALGUNS é sujeito do verbo haver.
III - ALGUM equivale a nenhum.

Assinale a alternativa correta sobre as assertivas acima:

a) Apenas I é verdadeira.
b) Apenas II é verdadeira.
c) Apenas I e II são verdadeiras.
d) Apenas I e III são verdadeiras.
e) I, II e III são verdadeiras.


Textos para a próxima questão. 
 (...)
As angústias dos brasileiros em relação ao português são de duas ordens. Para uma parte da população, a que não teve acesso a uma boa escola e, mesmo assim, conseguiu galgar posições, o problema é sobretudo com a gramática. É esse o público que consome avidamente os fascículos e livros do professor Pasquale, em que as regras básicas do idioma são apresentadas de forma clara e bem-humorada. Para o segmento que teve oportunidade de estudar em bons colégios, a ¢principal dificuldade é com clareza. É para satisfazer a essa demanda que um novo tipo de profissional surgiu: o professor de português especializado em adestrar funcionários de empresas. Antigamente, os cursos dados no escritório eram de gramática básica e se destinavam principalmente a secretárias. De uns tempos para cá, eles passaram a atender primordialmente gente de nível superior. Em geral, os professores que atuam em firmas são acadêmicos que fazem esse tipo de trabalho esporadicamente para ganhar um dinheiro extra. "É fascinante, porque deixamos de viver a teoria para enfrentar a língua do mundo real", diz Antônio Suárez Abreu, livre-docente pela Universidade de São Paulo (...)
(JOÃO GABRIEL DE LIMA. "Falar e escrever, eis a questão". VEJA, 7/11/2001, n ¡. 1725)

69. O adjetivo "principal" (ref. 1) permite inferir que a clareza é apenas um elemento dentro de um conjunto de dificuldades, talvez o mais significativo. Semelhante inferência pode ser realizada pelos advérbios:

a) avidamente, principalmente, primordialmente.
b) sobretudo, avidamente, principalmente.
c) avidamente, antigamente, principalmente.
d) sobretudo, principalmente, primordialmente.
e) principalmente, primordialmente, esporadicamente.



70. Durante a Copa do Mundo deste ano, foi veiculada, em programa esportivo de uma emissora de TV, a notícia de que um apostador inglês acertou o resultado de uma partida, porque seguiu os prognósticos de seu burro de estimação. Um dos comentaristas fez, então, a seguinte observação: "Já vi muito comentarista burro, mas burro comentarista é a primeira vez."
Percebe-se que a classe gramatical das palavras se altera em função da ordem que elas assumem na expressão.
Assinale a alternativa em que isso NÃO ocorre:

a) obra grandiosa
b) jovem estudante
c) brasileiro trabalhador
d) velho chinês
e) fanático religioso


71. Assinale a alternativa em que NÃO há correspondência semântica entre as duas palavras.

a) gelo - glacial
b) cabeça - cefálico
c) fogo - ígneo
d) pele - capilar
e) costas - dorsal


72. Observe os períodos adiante, diferentes quanto à pontuação.

- Adoeci logo; não me tratei.
- Adoeci; logo não me tratei.

A observação atenta desses períodos permite dizer que:
a) No primeiro, LOGO é um advérbio de tempo; no segundo, uma conjunção causal.
b) No primeiro, LOGO é uma palavra invariável; no segundo, uma palavra variável.
c) No primeiro, as orações estão coordenadas sem a presença de conjunção; na segunda, com a presença de uma conjunção conclusiva.
d) No primeiro, as orações estão coordenadas com a presença de conjunção; na segunda, sem conjunção alguma.
e) No primeiro, a segunda oração indica alternância; no segundo, a segunda oração indica a conseqüência.

73. Uma flor, o Quincas Borba. Nunca em minha infância, nunca em toda a minha vida, achei um menino mais gracioso, inventivo e travesso. Era a flor, e não já da escola, senão de toda a cidade. A mãe, viúva, com alguma cousa de seu, adorava o filho e trazia-o amimado, asseado, enfeitado, com um vistoso pajem atrás, um pajem que nos deixava gazear a escola, ir caçar ninhos de pássaros, ou perseguir lagartixas nos morros do Livramento e da Conceição, ou simplesmente arruar, à toa, como dous peraltas sem emprego. E de imperador! Era um gosto ver o Quincas Borba fazer de imperador nas festas do Espírito Santo. De resto, nos nossos jogos pueris, ele escolhia sempre um papel de rei, ministro, general, uma supremacia, qualquer que fosse. Tinha garbo o traquinas, e gravidade, certa magnificência nas atitudes, nos meneios. Quem diria que... Suspendamos a pena; não adiantemos os sucessos. Vamos de um salto a 1822, data da nossa independência política, e do meu primeiro cativeiro pessoal.
(Machado de Assis, "Memórias póstumas de Brás Cubas")
A enumeração de substantivos expressa gradação ascendente em:
a) "menino mais gracioso, inventivo e travesso".
b) "trazia-o amimado, asseado, enfeitado".
c) "gazear a escola, ir caçar ninhos de pássaros, ou perseguir lagartixas".
d) "papel de rei, ministro, general".
e) "tinha garbo (...), e gravidade, certa magnificência".

74. " - Assim, pois, o sacristão da Sé, um dia, ajudando a missa, viu entrar a dama, que devia ser sua colaboradora na vida de D. Plácida. Viu-a outros dias, durante semanas inteiras, gostou, disse-lhe alguma graça, pisou-lhe o pé, ao acender os altares, nos dias de festa. Ela gostou dele, acercaram-se, amaram-se. Dessa conjunção de luxúrias vadias brotou D. Plácida. É de crer que D. Plácida não falasse ainda quando nasceu, mas se falasse podia dizer aos autores de seus dias: - Aqui estou. Para que me chamastes? E o sacristão e a sacristã naturalmente lhe responderiam: - Chamamos-te para queimar os dedos nos tachos, os olhos na costura, comer mal, ou não comer, andar de um lado para outro, na faina, adoecendo e sarando, com o fim de tornar a adoecer e sarar outra vez, triste agora, logo desesperada, amanhã resignada, mas sempre com as mãos no tacho e os olhos na costura, até acabar um dia na lama ou no hospital; foi para isso que te chamamos, num momento de simpatia".  (Machado de Assis, "Memórias Póstumas de Brás Cubas")

No trecho, "pisou-lhe o pé", o pronome "lhe" assume valor possessivo, tal como ocorre em uma das seguintes frases, também extraídas de "Memórias póstumas de Brás Cubas":
a) "falei-lhe do marido, da filha, dos negócios, de tudo".
b) "mas enfim contei-lhe o motivo da minha ausência".
c) "se o relógio parava, eu dava-lhe corda".
d) "Procure-me, disse eu, poderei arranjar-lhe alguma coisa".
e) "envolvida numa espécie de mantéu, que lhe disfarçava as ondulações do talhe".

75. O projeto Montanha Limpa, desenvolvido desde 1992, por meio da parceria entre o Parque Nacional de Itatiaia e a DuPont, visa amenizar os problemas causados pela poluição em forma de lixo deixado por visitantes desatentos.
                                  (Folheto do Projeto Montanha Limpa do Parque Nacional de Itatiaia).
A preposição que indica que o Projeto Montanha Limpa continua até a publicação do Folheto é

a) entre.
b) por (por visitantes).
c) em.
d) por (pela poluição).
e) desde.


76. O emprego de "o mesmo", comumente criticado por gramáticos, é usado, muitas vezes, para evitar repetição de palavras ou ambigüidade. Aponte a opção em que o uso de "o mesmo" não assegura clareza na mensagem.
a) Esta agência possui cofre com fechadura eletrônica de retardo, não permitindo a abertura do mesmo fora dos horários programados. (Cartaz em uma agência dos Correios)
b) A reunião da Associação será na próxima semana. Peço a todos que confirmem a participação na mesma. (Mensagem, enviada por e-mail, para chamada dos associados para uma reunião)
c) Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo se encontra parado neste andar. (Lei 9.502)
d) Após o preenchimento do questionário para levantamento de necessidade de treinamento, solicito a devolução do mesmo a este Setor. (Ofício de uma instituição pública)
e) A grama é colhida, empilhada e carregada sem contato manual, portanto a manipulação fica restrita à descarga do caminhão manualmente ao lado do mesmo. (Folheto de instruções para plantio de grama na forma de tapete de grama)

Texto para a questão 77.


O BICHO
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão.
Não era um gato.
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira. "Estrela da vida inteira".


77. Assinale a opção que relaciona o emprego de um recurso lingüístico à progressão das ideias na construção de sentido do poema "O Bicho".
a) A repetição do verbo SER em oração negativa, na terceira estrofe, enfatiza a caracterização de HOMEM já feita anteriormente.
b) O emprego do pronome indefinido, adjunto adnominal de COISA, na segunda estrofe, retifica a conceituação existencial de HOMEM.
c) O emprego alternado dos artigos indefinido e definido diante da palavra BICHO, nas primeira e terceira estrofes, encaminha a ressignificação, no contexto, da palavra HOMEM.
d) O emprego do imperfeito do indicativo, nas segunda e terceira estrofes, se refere, especificamente, à representação da expressão UM HOMEM.
e) O emprego do pretérito perfeito, na primeira estrofe, ratificado pelo advérbio de tempo ONTEM, em VI ONTEM UM BICHO, enfatiza o caráter habitual de uma cena cotidiana do homem.

78. Assinale a alternativa em que a palavra PIOR assume significado diferente do dos demais casos.
a) Ela agiu da PIOR forma possível.
b) Quem fica com a PIOR parte é sempre quem carrega o piano; quem leva as coisas na flauta acaba sendo beneficiado.
c) Ele se comportou PIOR do que seu filho, que já não era lá muito das gentilezas.
d) O PIOR livro do autor é, sem dúvida, o editado em 2003.
e) O rapaz tinha sempre o PIOR desempenho entre os alunos da terceira série.

79. Assinale a alternativa correta a respeito da frase "Toninho não era muito caprichoso. Vestiu a camisa de trás para a frente e saiu".
a) É imprescindível o uso de ELE antes de vestiu, para que o sentido não seja prejudicado.
b) Normalmente, não se utiliza artigo diante de adjetivo. Por isso, cabe artigo antes de TRÁS.
c) É comum o uso de artigo diante de substantivo e, no caso, cabe artigo antes de FRENTE.
d) Se a palavra TRÁS fosse substituída por traseira, continuaria não devendo ocorrer artigo.
e) O sentido geral do parágrafo permitiria iniciar o segundo período por MAS.

Textos para a questão 80.
Texto 1

Padre Anselmo olhou ¦com tristeza as mulheres ajoelhadas à sua frente. EIa começar a missa e ¢sentia-se extremamente cansado. Onde aquela piedade com que ¤celebrava nos seus tempos ¨de jovem sacerdote, preocupado com a salvação das almas? As coisas ¥haviam mudado. Discutiam-se os novos ritos, as novas fórmulas. (...) Sentia-se tímido, vencido, olhando para os fiéis, pronunciando palavras na língua que falava em casa, na rua. A mesma língua dos bêbedos, dos vagabundos, das meretrizes. De todos. Benzeu-se ªinstintivamente:
- Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo. Amém.
                                  BEZERRA, João Clímaco. "A vinha dos esquecidos". Fortaleza: UFC, 2005. p.32-33.
Texto 2
Dissertar sobre uma literatura estrangeira supõe, entre muitas, o conhecimento de duas coisas primordiais: idéias gerais sobre literatura e compreensão fácil do idioma desse povo estrangeiro. ¢¡Eu cheguei a entender perfeitamente a língua da Bruzundanga, isto é, a língua falada pela gente instruída e a escrita por muitos escritores que julguei excelentes; mas aquela em que escreviam os literatos importantes, solenes, respeitados, nunca consegui entender, porque redigem eles as suas obras, ou antes, os seus livros, em outra muito diferente da usual, outra essa que consideram como sendo a verdadeira, a lídima, justificando isso por ter feição antiga de dois séculos ou três. Quanto mais incompreensível é ela, mais admirado é o escritor que a escreve, por todos que não lhe entenderam o escrito. BARRETO, Lima. "Os Bruzundangas". Fortaleza: UFC, 2004. p.7.

80. Leia a frase a seguir, transcrita do texto 2.

"Dissertar sobre uma literatura estrangeira supõe, entre muitas, o conhecimento de duas coisas primordiais: idéias gerais sobre literatura e compreensão fácil do idioma desse povo estrangeiro". (ref. 11)

Mudando-se a posição de "entre muitas", a relação sintático-semântica presente no texto original é idêntica em:
a) Dissertar, ENTRE MUITAS, sobre uma literatura estrangeira supõe o conhecimento de duas coisas primordiais: idéias gerais sobre literatura e compreensão fácil do idioma desse povo estrangeiro.
b) Dissertar sobre uma literatura estrangeira, ENTRE MUITAS, supõe o conhecimento de duas coisas primordiais: idéias gerais sobre literatura e compreensão fácil do idioma desse povo estrangeiro.
c) Dissertar sobre uma literatura estrangeira supõe o conhecimento de duas coisas primordiais, ENTRE MUITAS: idéias gerais sobre literatura e compreensão fácil do idioma desse povo estrangeiro.
d) Dissertar sobre uma literatura estrangeira supõe o conhecimento de duas coisas primordiais: idéias gerais, ENTRE MUITAS, sobre literatura e compreensão fácil do idioma desse povo estrangeiro.
e) Dissertar sobre uma literatura estrangeira supõe o conhecimento de duas coisas primordiais: idéias gerais sobre literatura e compreensão fácil, ENTRE MUITAS, do idioma desse povo estrangeiro.

81. A televisão tem de ser vista ...... um prisma crítico, principalmente as telenovelas, ..... audiência é significativa.
Temos de procurar saber ..... elas prendem tanto os telespectadores.
Preenchem de modo correto as lacunas do texto, respectivamente,

a) a nível de/ as quais a/ por que.
b) sobre/ que/ porquê.
c) sob/ cuja/ por que.
d) em nível de/ cuja a/ porque.
e) sob/ cuja a/ porque.



82. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para conhecer o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver. Amyr Klink, "Mar sem fim".

Na frase "QUE nos faz professores e doutores do que não vimos", o pronome destacado retoma a expressão antecedente

a) "para lugares".
b) "o mundo".
c) "um homem".
d) "essa arrogância".
e) "como o imaginamos".


83. Indique a alternativa em que há erro gramatical:

a) Não vá sem eu.
b) Ele é contra eu estar aqui.
c) Ele é contra mim, estar aqui é crime.
d) Com eu estar doente, não houve palestra.
e) Não haveria entre mim e ti entendimento possível.


84. Nas frases a seguir, cada espaço pontilhado corresponde a uma conjunção retirada.

1. "Porém já cinco sóis eram passados...... dali nos partíramos..."
2. ......estivesse doente faltei à escola.
3. ......haja maus nem por isso devemos descrer dos bons.
4. Pedro será aprovado...... estude.
5. ...... chova sairei de casa.

As conjunções retiradas são, respectivamente:

a) quando, ainda que, sempre que, desde que, como.
b) que, como, embora, desde que, ainda que.
c) como, que, porque, ainda que, desde que.
d) que, ainda que, embora, como, logo que.
e) que, quando, embora, desde que, já que.


85. "É da história do mundo que (1) as elites nunca introduziram mudanças que (2) favorecessem a sociedade como um todo. Estaríamos nos enganando se achássemos que (3) estas lideranças empresariais teriam motivação para fazer a distribuição de rendas que (4) uma nação equilibrada precisa ter."

O vocábulo que está numerado em suas quatro ocorrências, nas quais se classifica como conjunção integrante e como pronome relativo. Assinalar a alternativa que registra a classificação correta em cada caso, pela ordem:
a) 1. pronome relativo, 2. conjunção integrante, 3. pronome relativo, 4. conjunção integrante;
b) 1. conjunção integrante, 2. pronome relativo, 3. pronome relativo, 4. conjunção integrante;
c) 1. pronome relativo, 2. pronome relativo, 3. conjunção integrante, 4. conjunção integrante;
d) 1. conjunção integrante, 2. pronome relativo, 3. conjunção integrante, 4. pronome relativo;
e) 1. pronome relativo, 2. conjunção integrante, 3. conjunção integrante, 4. pronome relativo.

86. "...um mal que mata e não se vê".
"que mal me tirará o que eu não tenho".
"0 homem, mal vem ao mundo, já começa a padecer."

No poema o vocábulo "que" vem empregado em diversas categorias gramaticais. Assinalar a alternativa em que ele é conjunção nas três menções:

a) o que eu não tenho;que não pode tirar-me;que mata e não se vê.
b) que dias há;que na alma me tem posto;que mal me tirará;
c) um não sei quê;que nasce não sei onde;que não temo.
d) que não pode tirar-me;que mal me tirará;que não temo.
e) o que não tenho;que na alma tem posto;que perigosas seguranças.

Texto para a questão 87.

"Vivemos numa época de tamanha insegurança externa e interna, e de tamanha carência de objetivos firmes, que a simples confissão de nossas convicções pode ser importante, mesmo que essas convicções, como todo julgamento de valor, não possam ser provadas por deduções lógicas.
Surge imediatamente a pergunta: podemos considerar a busca da verdade - ou, para dizer mais modestamente, nossos esforços para compreender o universo cognoscível através do pensamento lógico construtivo - como um objeto autônomo de nosso trabalho? Ou nossa busca da verdade deve ser subordinada a algum outro objetivo, de caráter prático, por exemplo? Essa questão não pode ser resolvida em bases lógicas. A decisão, contudo, terá considerável influência sobre nosso pensamento e nosso julgamento moral, desde que se origine numa convicção profunda e inabalável Permitam-me fazer uma confissão: para mim, o esforço no sentido de obter maior percepção e compreensão é um dos objetivos independentes sem os quais nenhum ser pensante é capaz de adotar uma atitude consciente e positiva ante a vida.
Na própria essência de nosso esforço para compreender o fato de, por um lado, tentar englobar a grande e complexa variedade das experiências humanas, e de, por outro lado, procurar a simplicidade e a economia nas hipóteses básicas. A crença de que esses dois objetivos podem existir paralelamente é, devido ao estágio primitivo de nosso conhecimento científico, uma questão de fé. Sem essa fé eu não poderia ter uma convicção firme e inabalável acerca do valor independente do conhecimento.
Essa atitude de certo modo religiosa de um homem engajado no trabalho científico tem influência sobre toda sua personalidade. Além do conhecimento proveniente da experiência acumulada, e além das regras do pensamento lógico, não existe, em princípio, nenhuma autoridade cujas confissões e declarações possam ser consideradas "Verdade " pelo cientista. Isso leva a uma situação paradoxal: uma pessoa que devota todo seu esforço a objetivos materiais se tornará, do ponto de vista social, alguém extremamente individualista, que, a princípio, só tem fé em seu próprio julgamento, e em nada mais. É possível afirmar que o individualismo intelectual e a sede de conhecimento científico apareceram simultaneamente na história e permaneceram inseparáveis desde então. " (Einstein, in: "O Pensamento Vivo de Einstein", p. 13 e 14, 5a. edição, Martin Claret Editores)

87. Na frase "... nenhuma autoridade 'cujas' confissões...", a palavra, entre aspas, no plano morfológico, sintático e semântico é:

a) pronome indefinido, complemento nominal, deles.
b) pronome relativo, adjunto adnominal, deles.
c) pronome relativo, complemento nominal, delas.
d) pronome indefinido, adjunto adnominal, delas.
e) pronome relativo, complemento nominal, deles.


88. O termo ONDE encontra-se corretamente empregado na frase:
a) A suspeita de falsificação nasceu por causa daquela folha onde havia uma rasura.
b) Não sei onde foi que te decepcionei: ao não responder à tua carta? Ao não me desculpar por isso?
c) Nos piores momentos é onde podemos reconhecer os verdadeiros amigos.
d) Não tenho saudades de minha infância, onde sofri tantas injustiças.
e) À saída dos torcedores é onde costuma haver muito tumulto.

89. Pergunta-se QUANTOS são AO CERTO OS que foram premiados.
As classes a que pertencem as expressões em destaque na frase acima são, respectivamente,
a) advérbio de intensidade, locução prepositiva, artigo definido.
b) pronome interrogativo, advérbio de modo, artigo definido.
c) advérbio de intensidade, locução prepositiva, pronome demonstrativo.
d) pronome interrogativo, locução adverbial, pronome demonstrativo.
e) pronome indefinido, locução adverbial, artigo definido.

90. O rapaz QUE O procurou SÓ queria saber seu novo endereço.

Os termos em destaque são, respectivamente,


a) conjunção integrante - pronome pessoal - advérbio.
b) pronome relativo - pronome pessoal - advérbio.
c) conjunção integrante - pronome pessoal - adjetivo.
d) conjunção integrante - artigo - advérbio.
e) pronome relativo - artigo - adjetivo.



91. A flexão nominal está correta em:

a) assistência MÉDICA-OFTALMOLÓGICA
b) informações HISTÓRICO-CULTURAIS
c) questões JURÍDICAS-POLÍTICAS
d) sapatos BRANCO-GELOS


92. TEXTO

"_____ o Jânio renunciou à Presidência da República? _____   _____  _____. Sim. _____. E _____ pôde. Eis aí _____, meus amigos. Os _____ nebulosos _____ na esteira dos vários presidentes absurdos. E podem _____ mais".
                                               (Josué Machado)
Preenche adequadamente o texto acima:

a) Porque - O fez - por que - o quis - O quis - por que - porque - porquês - vem - vim
b) Por que - Fê-lo - porque - o quis - Qui-lo -  por quê - porque - por que - vêm - vim
c) Por que - O fez - porque - qui-lo - O quis - porque - por que - porques - vêem - vi
d) Por que - Fê-lo - porque - o quis - Qui-lo - porque - por quê - porquês - vêm - vir
e) Por quê - Fê-lo - porquê - qui-lo - O quis - por que - porque - por quês - vem - vir

93. Assinalar a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente:

a) ascensão - irascível - sucinto - reivindicar
b) cumeeira - previnido - maciço - ogeriza
c) impecilho - escassez - obseção - exegese
d) superstição - previlégio - recisão - coalizão
e) pezaroso - hesitar - inexorável – sucetível


94. Assinalar a alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases adiante:

I. Guardando sigilo, você agirá com________.
II. Os bancos transacionam somas_________.
III. Os culpados devem_________suas falhas.
IV. O secretário______o pedido do funcionário.
V. O professor_________-lhe um duro castigo.


a) discrição - vultuosas - espiar - diferiu - infringiu
b) descrição - vultosas - expiar - deferiu - inflingiu
c) discrição - vultosas - expiar - deferiu - infligiu
d) descrição - vultuosas - espiar - diferiu - infringiu
e) discrição - vultuosas - espiar - deferiu - infligiu


95. Assinalar a alternativa que preenche corretamente as lacunas do seguinte período:

A _____________ da obrigação e a _____________ não permitiam que ele percebesse a ___________ do ____________.

a) consciência - passiência - estensão - cançaço
b) consciência - paciência - extensão - cansaço
c) conciência - paciênssia - extenção - cançasso
d) conciência - passiênssia - estenção - cansaço
e) consciência - passiência - extenção - canssaço


96. Assinale o trecho que apresenta correção ortográfica, gramatical e sintática.
a) A cidade na virada da década de 1890 ganha as primeiras marcas do progresso, impressas pelo prefeito. Vapores singram às águas. Surge a iluminação a gás. Conclui-se, com base nestas informações, que o desenvolvimento teve início nessa década.
b) A cidade, na virada da década de 1890, ganha as primeiras marcas do progresso, impressas pelo prefeito. Vapores singram as águas. Surge a iluminação a gás. Conclui-se, com base nestas informações, que o desenvolvimento teve início nessa década.
c) A cidade, na virada da década de 1890, ganha as primeiras marcas do progresso, impressas pelo prefeito. Vapores singram as águas. Surje a iluminação a gaz. Conclue-se, com base nestas informações que o desenvolvimento teve início nesta década.
d) A cidade, na virada da década de 1890, ganham as primeiras marcas do progresso, impressas pelo prefeito. Vapores singram as águas. Surgem a iluminação a gás. Conclui-se, com base nessas afirmações, que o desenvolvimento teve início nessa década.
e) A cidade, na virada da década de 1890, ganha as primeiras marcas do progresso, impresso pelo prefeito. Vapores cingram as águas. Surje a iluminação a gás. Conclue-se, com base nestas informações, que o desenvolvimento teve início nessa década.

97. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

Como há ...... de chuva, ...... a ...... do jogo.


a) espectativa - cogita-se - suspensão
b) expectativa - cojita-se - suspensão
c) espectativa - cojita-se - suspenção
d) expectativa - cogita-se - suspensão
e) espectativa - cogita-se - suspenção



98. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

...... de corretas, respostas ...... e apressadas ...... os examinadores.


a) Apesar - suscintas - decepicionaram
b) Apesar - sucintas - decepcionaram
c) Apezar - suscintas - decepcionaram
d) Apesar - suscintas - decepcionaram
e) Apezar - sucintas – decepicionaram


99. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

Para ...... poder aceitar suas desculpas, afaste ...... sombra de orgulho que ainda ...... noto no rosto.


a) mim - essa - te
b) eu - esta - te
c) eu - essa - lhe
d) mim - esta - lhe
e) mim - essa - lhe



100. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.

Nos corredores da escola, os ...... dos alunos perturbavam o silêncio.


a) vai-e-vem
b) vaivém
c) vai-e-vens
d) vai-vens
e) vaivéns