Pages

terça-feira, 21 de agosto de 2012

ANTROPOCENTRISMO


Na Transição Feudal-capitalista tem-se um conjunto de mudanças ocorrendo na Europa Ocidental como forma de responder à crise do século XIV. É a atuação dos Estados Nacionais no âmbito político, econômico e cultural, com apoio da nobreza (manutenção do status social e do poder político), da burguesia (interesses econômicos, unificação da moeda e participação no expansionismo marítimo) e da Igreja (difundir a fé católica nas terras a serem descobertas).
Neste período surge um homem questionador, crítico, que externa seu pensamento, que problematiza a realidade. É a mudança de uma mentalidade baseada no Teocentrismo (tipicamente medieval) e a substituição dessa pelo Antropocentrismo, com o homem no centro do Universo a partir da qual esse homem se coloca como um ser racional, valorizando questões ligadas à matéria. É o retrato do homem Renascentista, que acredita tudo ser explicado através da razão e da ciência, em oposição à ideia medieval.
Esta mudança de mentalidade estimula a pesquisa científica que faz com que as ciências, a arte e a literatura fiquem em constante evolução. É a chegada de um novo tempo, um tempo que valoriza a razão, o homem, a matéria, um tempo em que, ter prazer em viver não mais é reconhecido universalmente como pecado.


ANTROPOCÊNTRICO: Adj. Diz-se de atitude ou teoria que tem o homem como referencial único, ou que interpreta o Universo em termos de valores, feitos e experiências humanas.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda.
miniAurélio Século XXI, 5ª ed.
Ed. Nova Fronteira, 2001. p. 55

Nenhum comentário:

Postar um comentário